Açúcar: Unica apresenta números menores da safra e mercado reage em NY
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Em sua última atualização, a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) confirmou o que o mercado já vinha precificando: uma safra brasileira menor e com ATR mais baixo. Segundo relatório da entidade, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 42,32 milhões de toneladas de cana na última quinzena, ante 45,06 milhões no mesmo período da safra 2024/2025, uma queda de 6,09%. No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de maio, o volume moído totaliza 76,71 milhões de toneladas, retração de 20,24% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que registrou 96,18 milhões de toneladas.
Com a divulgação dos dados, o mercado internacional reagiu positivamente, e os preços voltaram a operar acima dos 17 cents de dólar por libra-peso em Nova Iorque, movimento que se mantém nesta sexta-feira (30). O contrato julho/25 é negociado a 17,17 cents, alta de 1,00%, enquanto o outubro/25 é cotado a 17,35 cents, avanço de 0,93%. Em Londres, o açúcar também segue em valorização, com o contrato de agosto/25 negociado a US$ 478,20 por tonelada, alta de 0,97%.
Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, a oferta não pressiona os preços mesmo com o avanço da safra, pois a demanda está baixa. Ele estima que 40% da pressão baixista observada no mercado se deve aos fundamentos da safra, enquanto 60% decorrem de outros motivos, como por exemplo o comportamento de consumo. “Na safra atual, o USDA projeta um consumo interno de 8,9 milhões de toneladas. Na safra anterior (2024/25), a projeção era de 9,5 milhões de toneladas”, explica.
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