Mercado do açúcar segue pressionado diante de oferta crescente e demanda enfraquecida
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Nesta quinta-feira (05), o contrato julho/25 é negociado a 16,60 cents de dólar por libra-peso, recuo de 0,90% em relação ao fechamento anterior. No mais recente relatório divulgado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a moagem de cana-de-açúcar no Brasil atingiu 42,3 milhões de toneladas, superando a média dos últimos cinco anos (41,5 Mt), mas ainda abaixo do volume registrado na safra 2024/25. A diferença acumulada aumentou para quase 20 Mt, com 76,7 Mt processadas até 16 de maio, frente às 96,2 Mt no mesmo período do ano passado.
Parte dessa retração é atribuída às chuvas registradas em abril no Centro-Sul do país, que acabaram reduzindo o ritmo das operações nas usinas. Além disso, a produção de açúcar no acumulado da safra soma 3,99 milhões de toneladas, contra 5,16 milhões de toneladas no ciclo anterior, uma queda de 22,68%.
Já segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de cana-de-açúcar na safra 2025/26 deve atingir 663,4 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 2% em relação à temporada anterior. A queda é reflexo de condições climáticas desfavoráveis durante o desenvolvimento das lavouras em 2024, sobretudo em São Paulo, onde a baixa pluviosidade, altas temperaturas e focos de incêndio prejudicaram os canaviais.
A área destinada à colheita deverá crescer 0,3%, totalizando 8,79 milhões de hectares, mas com produtividade média estimada em 75.451 kg/ha, o que representa uma queda de 2,3%. A expectativa é que o Centro-Sul produza 602,92 milhões de toneladas, recuo de 2,5% em relação ao ciclo anterior.
Apesar da retração nos números iniciais, a tendência é de que a moagem aumente nas próximas semanas, com a chegada do período mais seco em grande parte das áreas produtoras do Brasil. No entanto, o mercado do açúcar segue pressionado, com baixa demanda e expectativa de crescimento da oferta, o que configura fundamentos baixistas para os preços do adoçante.
Além do cenário nacional, o mercado internacional acompanha as safras da Índia e da Tailândia, que devem apresentar boa produtividade devido ao clima favorável. Com isso, a bolsa de Nova Iorque tem operado sob frequentes baixas e, mesmo diante de eventuais sinais de recuperação, o mercado encontra pouco espaço para sustentar altas de forma consistente.
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