Açúcar cai novamente e fecha abaixo dos 16 cents/lbp na Bolsa de Nova Iorque
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Os preços do açúcar estenderam nesta quarta-feira (18) a trajetória de queda iniciada há três meses e atingiram o menor nível em quatro anos na Bolsa de Nova Iorque. O contrato com vencimento em julho/25 perdeu o patamar dos 16 cents/lbp e encerrou o dia cotado a 15,58 cents/lbp.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o movimento de baixa é resultado de uma combinação de fatores que têm pressionado o mercado. Entre os principais, está o aumento das exportações brasileiras. Em maio, o país embarcou 2,25 milhões de toneladas, e a expectativa é de um volume ainda maior em junho.
Ao mesmo tempo, a demanda global permanece enfraquecida. A China continua comprando de forma seletiva, enquanto Argélia, Indonésia e Bangladesh reduziram suas aquisições, o que limita o suporte aos preços.
Do lado da oferta, a pressão também vem da Ásia. A Índia projeta superávit na produção de açúcar por pelo menos duas temporadas, e a Tailândia segue exportando regularmente, ampliando a disponibilidade global do produto e contribuindo para o recuo das cotações.
Com isso, em Nova Iorque, o contrato julho/25 caiu 0,20 cents (1,24%), cotado em 15,88 cents por libra-peso. O outubro/25 recuou 0,20 cents (1,21%) e ficou em 16,31 cents/lbp. O março/26 perdeu 0,16 cents (0,94%), encerrando a sessão a 16,94 cents/lbp. O maio/26 teve baixa de 0,14 cents (0,84%), cotado em 16,55 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, embora a maioria dos contratos futuros também tenha encerrado em queda, o vencimento mais próximo, agosto/25, registrou alta. Segundo o Barchart, esse movimento foi impulsionado pela cobertura de posições vendidas por fundos, o que elevou os preços mesmo diante de um cenário fundamental ainda negativo.
O agosto/25 subiu 380 pontos (0,82%), encerrando o dia em US$ 469,10 por tonelada. Já os demais contratos registraram queda: o outubro/25 perdeu 110 pontos (0,24%) e foi a US$ 459,60/tonelada; o dezembro/25 recuou 400 pontos (0,87%), cotado a US$ 455,70/tonelada; o março/26 caiu 450 pontos (0,98%) e terminou a sessão em US$ 459,00/tonelada.
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