Açúcar devolve parte dos ganhos nessa segunda-feira (14)
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O mercado do açúcar inicia esta segunda-feira (14) em leve baixa, devolvendo parte dos ganhos acumulados na semana passada. O movimento de valorização anterior foi impulsionado pela alta do dólar e pela recuperação das cotações do petróleo, que tendem a manter a volatilidade diante das tensões geopolíticas, especialmente com o possível aumento das sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, conforme sinalizado pelo presidente Donald Trump.
Ao mesmo tempo, agentes do setor tentam mensurar os impactos das novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano, com início previsto para 1º de agosto. No caso do açúcar, os efeitos tendem a ser limitados, considerando que o Brasil já exporta volumes com isenção dentro de cotas específicas. O mercado segue, portanto, mais atento aos fundamentos climáticos e produtivos dos principais países produtores.
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato outubro/25 do açúcar bruto é negociado a 16.51 cents de dólar por libra-peso, recuo de 0,36%, enquanto o março/26 é cotado a 17.18 cents, queda de 0,41%.
No Brasil, a colheita de cana segue sob impacto na produtividade e na qualidade da matéria-prima, que estão abaixo do esperado. Esse resultado é influenciado pelas geadas do final de junho, além das perdas causadas por estiagem e queimadas na safra anterior.
Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real pode estimular a atuação das usinas no mercado externo. Na semana encerrada em 9 de julho, 91 navios aguardavam para embarcar açúcar nos portos brasileiros, ante 80 na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. O volume agendado para embarque é de 3,676 milhões de toneladas, acima dos 3,205 milhões da semana anterior.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média com exportações de açúcar e melaços em julho (até o dia 4) é de US$ 70,276 milhões, com volume médio diário de 169,338 mil toneladas. No acumulado parcial, foram embarcadas 677.351 toneladas, com receita de US$ 281 milhões, a um preço médio de US$ 415,00 por tonelada.
Na comparação com julho de 2024, o valor médio diário exportado caiu 7,1%, enquanto o volume embarcado aumentou 3%. O preço médio por tonelada recuou 9,8%, frente aos US$ 460,00 registrados em igual período do ano passado.
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