Açúcar recua em NY e Londres e devolve parte dos ganhos recentes
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Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta quarta-feira nas bolsas de Nova Iorque e Londres, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. As cotações continuam pressionadas pela perspectiva de excedentes globais de açúcar, diante das projeções de oferta para as próximas safras.
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 recuou 0,19 cent, baixa de 1,30%, encerrando a 14,44 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,13 cent, queda de 0,92%, cotado a 14,05 cents/lbp. O julho/26 registrou desvalorização de 0,14 cent, recuo de 0,99%, fechando a 14,03 cents/lbp. Já o outubro/26 caiu 0,14 cent, baixa de 0,97%, com fechamento a 14,34 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O março/26 caiu US$ 5,80, recuo de 1,39%, encerrando a US$ 411,30 por tonelada. O maio/26 teve baixa de US$ 3,90, perda de 0,93%, fechando a US$ 417,00 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 2,90, queda de 0,70%, cotado a US$ 410,70 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 2,20, baixa de 0,54%, com fechamento a US$ 407,90 por tonelada.
Apesar de apontarem para uma redução na produção do Centro-Sul do Brasil, analistas da Czarnikow afirmaram nesta quarta-feira que esperam um excedente global de 3,4 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/27, após um superávit estimado em 8,3 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.
As perspectivas de oferta também estiveram em destaque na Conferência do Açúcar de Dubai, que ocorre até quinta-feira (05). A Datagro projeta que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil aumente de 40,77 milhões de toneladas em 2025/26 para 40,9 milhões em 2026/27, embora indique que as usinas devem direcionar maior parte da cana para a produção de etanol no início da colheita.
De um lado mais positivo para os preços, durante o evento, Claudiu Covrig, analista-chefe de agricultura da Covrig Analytics, apresentou uma projeção estimando um excedente global menor, de 1,4 milhão de toneladas na safra 2026/27.
Outro fator acompanhado pelo mercado veio da Índia. Nesta quarta-feira, uma autoridade do setor sucroenergético afirmou que as usinas do país não devem exportar integralmente a cota de 1,5 milhão de toneladas na safra 2025/26, que termina em setembro. Ainda assim, a expectativa é de que o segundo maior produtor mundial de açúcar embarque mais de 1 milhão de toneladas no período.
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