Açúcar fecha em queda e atinge mínimas de seis semanas nas bolsas internacionais
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Os preços do açúcar fecharam em queda nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (13), atingindo os menores níveis em seis semanas. O movimento foi pressionado pela expectativa de ampla oferta global, enquanto fatores geopolíticos ajudaram a limitar perdas mais acentuadas.
Em Nova York, o contrato maio recuou 7 pontos, sendo negociado a 13,88 cents por libra-peso. Na bolsa de Londres, o contrato maio caiu 11 pontos, cotado a US$ 413,80 por tonelada.
Com isso, o mercado amplia o movimento de baixa observado nas últimas duas semanas, refletindo principalmente o cenário de oferta confortável no mercado internacional.
De acordo com a StoneX, o açúcar segue mais sensível aos fundamentos de oferta e demanda do que a fatores externos.
“O mercado continua mais sensível ao seu próprio equilíbrio entre oferta e demanda do que a fatores externos”, afirmou a consultoria.
A instituição também destacou a fragilidade recente das cotações. “O açúcar continua a mostrar fraqueza, já que durante a recuperação do mercado futuro o prêmio de exportação para o açúcar físico em Santos não acompanhou, pelo contrário, diminuiu”, acrescentou.
No cenário internacional, a China, que é o segundo maior importador global, elevou sua estimativa de produção para a safra 2025/26 em 800 mil toneladas, totalizando 12,5 milhões de toneladas, o que reforça a percepção de maior oferta global.
Petróleo e tensões no Oriente Médio
O mercado também acompanha os movimentos do petróleo, que têm impacto direto sobre o setor sucroenergético. Em geral, preços mais elevados do petróleo tendem a favorecer o açúcar, ao estimular a produção de etanol pelas usinas, reduzindo a oferta da commodity no mercado internacional.
Nesta segunda-feira, os preços do petróleo voltaram a subir após o anúncio de que os Estados Unidos pretendem reforçar o bloqueio ao tráfego marítimo envolvendo portos iranianos, incluindo o estratégico Estreito de Ormuz.
O bloqueio, iniciado hoje, eleva as tensões no Oriente Médio e gera preocupações sobre o fluxo global de commodities.
Segundo a Covrig Analytics, as restrições no estreito já impactam o comércio global de açúcar, com redução estimada de cerca de 6%, ao dificultar a logística e a produção de açúcar refinado.
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