Açúcar fecha em alta com suporte do petróleo nesta quarta-feira

Publicado em 22/04/2026 17:20
Londres atinge maior nível em uma semana e meia, enquanto mercado ainda carrega pressão de oferta global.

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Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira (22) em alta nas bolsas internacionais, com destaque para o mercado de Londres, que atingiu o maior nível em cerca de uma semana e meia. A commodity avançou mais de 3% no dia, o que tende a favorecer o setor sucroenergético. 

Na bolsa de Nova Iorque, o contrato foi negociado a 13,81 cents por libra-peso, com avanço de 14 pontos.

Em Londres, o açúcar também registrou valorização. O contrato foi negociado a US$ 423,70 por tonelada, com alta de 170 pontos, renovando o maior patamar recente.

Suporte do petróleo 

O movimento de alta foi impulsionado, em parte, pela cobertura de posições vendidas nos contratos futuros, em um cenário de recuperação do petróleo.

A commodity avançou mais de 3% no dia, o que tende a favorecer o setor sucroenergético. Com preços mais elevados do petróleo, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, incentivando as usinas a destinarem mais cana para o biocombustível. Como consequência, há redução potencial da oferta de açúcar no mercado internacional, o que dá suporte às cotações.

Oscilações recentes

Apesar da alta, o mercado ainda reflete um cenário de pressão. Na terça-feira (21), os preços fecharam em direções opostas, com Londres já ensaiando recuperação.

Ainda assim, o açúcar acumula perdas nas últimas semanas. Na sexta-feira anterior, os contratos em Nova Iorque atingiram a mínima em cerca de cinco anos e meio, pressionados pela expectativa de excedente global e demanda enfraquecida.

Mercado interno

No Brasil, o movimento também é de pressão sobre os preços no mercado físico. A combinação de demanda mais fraca e expectativa de maior oferta com o avanço da safra 2026/27 mantém em queda as cotações do açúcar cristal branco no mercado spot de São Paulo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores atuaram de forma mais cautelosa na última semana, à espera de novas desvalorizações diante da perspectiva de maior disponibilidade.

Do lado da oferta, o início da safra já começa a impactar o mercado. Embora as usinas ainda estejam em fase inicial de produção, o avanço gradual da moagem reforça a percepção de aumento da oferta no curto prazo.
 

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Por:
Andréia Marques I @andreia.marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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