Produção de cana bate mais um recorde

Publicado em 29/04/2010 11:57 247 exibições

A previsão de produção total de cana-de-açúcar a ser moída pela indústria sucroalcooleira, em 2010, é de 664,33 milhões de toneladas. Esse total consolida mais um recorde nacional, segundo o primeiro levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (29) pela Conab. Se confirmado, o aumento será de 9,9% em relação à safra 2009/10, o maior obtido até agora. Já a produtividade média aumentou 0,6% sobre a temporada anterior, e agora é de 82,1 toneladas por hectare.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />

O bom resultado se deve, em grande parte, às novas usinas que entraram em operação nesta safra, principalmente na região Centro-Sul. Das 10 novas unidades, três estão em Minas Gerais, duas em São Paulo, duas em Goiás e as demais nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

A colheita ainda está em fase inicial na maior parte dos canaviais. O excesso de chuvas prejudicou a safra passada, mas, em contrapartida, favoreceu o desenvolvimento da lavoura deste ano em quase todas as regiões produtoras, principalmente na região Centro-Sul. Parte da cana da última safra também não foi moída, o que deve ocorrer agora.

Do total a ser esmagada, cerca de 54,6% (362,8 milhões t) se destinam à produção de 28,5 bilhões de litros de álcool. Deste volume, 20,14 bilhões de litros são do tipo hidratado e 8,4 bilhões do anidro. Já o restante, cerca de 45,4 % (301,6 mil t), vai para a produção de 38,7 milhões t de açúcar. Na safra anterior foram produzidas 33 milhões t do produto. O consumo interno aproxima-se de 11,11 milhões t, somando consumo direto mais produtos industrializados.

Área – A área ocupada pela cana no País e destinada ao setor sucroalcooleiro chega a 8,1 milhões de hectares, ou 9,2% a mais que a anterior. O estado de São Paulo tem a maior parte, com 4,4 milhões ha; seguido por Minas Gerais, 648 mil ha; Paraná, 608 mil ha; Goiás, 601 mil ha; e Alagoas, 464 mil ha. Esse total ocupa apenas 0,95% do território nacional.

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Bertone, reforça que essa expansão tem ocorrido de acordo com objetivos socioambientais e é compatível com a produção de alimentos. “O plantio tem se dado conforme as limitações impostas pelo Zoneamento Agroecológico Nacional da Cana-de-açúcar, que proíbe o cultivo em áreas sensíveis e determina rígidos critérios para financiamento, considerando o uso de áreas mecanizadas e priorizando áreas de pastagens subutilizadas”, enfatiza. A pesquisa de campo foi realizada por 50 técnicos, entre os dias 28 de março e 16 de abril, em todos os estados produtores, quando foram entrevistados representantes de usinas, entidades de classe, associações e cooperativas.

 

Fonte:
MAPA

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