Novas variedades de cana elevam produção

Publicado em 01/11/2010 15:18
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Aumento da produção pode atingir mais de 20%.
Os pro­dutores de cana-de-açú­car de di­versas regiões do País podem ter um aumento superior a 20% da capacidade de produção. O crescimento está a­tri­buído às novas variedades de cana lançadas recentemen­te para comercialização pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). As CTC 21 e CTC 22 já estão presentes em 160 usinas associadas do Brasil.

No Nordeste, apenas cinco unidades agroindustriais cederam suas áreas para o estudo de melhoramento no cam­po. As novas plantas fo­ram desenvolvidas após 10 anos de pesquisa.

Antes de ser liberada para o cultivo, as plantas foram testadas para todas as variedades agronômicas e industriais e avaliadas por 25 empresas associadas, levando em consideração os ambientes que representam os ambientes edafoclimáticos (solo e clima) da cultura no Brasil.

"Estas variedades são muito produtivas, po­rém, mais exigentes que as outras. E, por isso, só apresentarão bons resultados em solos de médio e alto potencial. Na década de 70, a média por hectare produzido era de 60 toneladas de cana e hoje é de 90 toneladas. Ao longo dos anos, desenvolvemos 20 tipos de variedades, que atendem 40% da área plantada no País, ou seja, oito milhões de hectares de terra", explicou o co­or­denador do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimen­to (P&D) do CTC, Jorge Donzelli.

De acordo com o diretor de P&D do CTC, Tadeu Andra­de, as duas variedades se desenvolvem mais rápido em re­la­ção às demais e possuem al­to teor de sacarose, recomen­dadas para manejo no iní­cio da safra. A CTC 21 apresen­ta Período Útil de Industria­lização (PUI) de 12,5% em a­bril e se aproxima de 16% em ou­tubro. A estimativa é de que a produção em ciclo, a ca­da cinco anos, seja de 95 tone­ladas por hectare.

As novas variedades também são resisten­tes às pragas e doenças como as ferrugens marrom e alaran­jada (que apareceu nos cana­viais no ano passado), que po­dem causar prejuízo de 40% por hectare; a broca gigante que pode trazer perdas de até R$ 630, por hectare; bicudo da cana que em áreas infestadas pode haver perda de 25 toneladas ao ano ou R$ 1.060 mil.

O CTC está localizado em Piracicaba, tem 160 associados que respondem a 60% da safra atual, estimada em 550 milhões de toneladas. Atende 12 mil fornecedores, inclusive associações de fornecedores, e mantém 13 unidades regionais, onde são feitos os estudos para o aprimoramento das plantas.
Fonte: Folha de Pernambuco

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