Minas Gerais se consolida como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do país

Publicado em 11/05/2011 15:42 275 exibições
Estado vai colher mais uma safra recorde

A produção mineira de cana-de-açúcar está em alta. A previsão para esta safra é de 58,1 milhões de toneladas, destinadas à indústria sucroalcooleira. A produção é recorde e aponta crescimento de 3,8% em relação ao ano passado. De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado também registrou crescimento na área plantada, passando para 740 mil hectares, com aumento de 12,2%. Com esses números, Minas Gerais se consolida como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do país. Os números foram analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Do total de cana-de-açúcar encaminhado para as usinas, 54% são destinados à produção de etanol e 46% para a  produção de açúcar. Segundo o superintendente de Economia e Política Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, neste início de safra, as usinas estão sinalizando opção pelo açúcar por questões de mercado. “A Índia, um dos principais países consumidores de açúcar do mundo enfrentou problemas climáticos em três safras seguidas, e o Brasil está aproveitando as oportunidades oferecidas pelo mercado mundial. Além da demanda externa, ainda existe o crescimento do consumo interno”, explica. O Brasil é o principal país exportador de açúcar, respondendo por 52% das vendas internacionais.

Como conseqüência, a expectativa é de que a produção mineira de açúcar registre crescimento de 10,5%, em relação à safra passada, passando para 3,6 milhões de toneladas. Já a produção prevista de etanol será de 2,5 bilhões de litros, com redução de 3,2%. Na análise do Superintendente da Seapa, os números poderão ser modificados com o avançar da safra.

A expectativa é que as usinas acompanhem a evolução dos mercados internacional e nacional quanto às demandas de açúcar e etanol. “A Índia está com boa expectativa de produção, nesta safra, e a pressão sobre o mercado internacional de açúcar deve diminuir”, afirma. Com isso, as usinas poderão optar para um ou outro produto, em função do mercado. Segundo João Ricardo Albanez, este quadro poderá incentivar as usinas flex (produtoras de açúcar e álcool) a voltarem a produzir etanol para abastecer o mercado interno.

Fonte:
Secr. de Agr. de MG

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