Chuvas na Argentina não modificam safra de verão, mas trazem boas perspectivas para o trigo

Publicado em 03/04/2018 09:29 e atualizado em 04/04/2018 00:51
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Há um mês do início do plantio de trigo da safra 2018/19 na Argentina, as chuvas do último final de semana, que deixaram entre 20mm e 50mm em várias regiões do centro-norte de Buenos Aires, La Pampa, Córdoba e Santa Fe serviram para que os solos fossem recuperando umidade. Em alguns casos, os registros estiveram próximos dos 100mm.

A diferença do que ocorreu com as chuvas de dias atrás, que cobriram poucas zonas, as últimas alcançaram uma melhor cobertura. Embora isso não signifique que a seca tenha acabado, melhores perspectivas chegam para a nova safra de trigo. Vale lembrar que entre janeiro e março do ano passado foram registradas, em média, chuvas 150mm abaixo do normal.

"É um primeiro passo para a melhora, pensando no que irá ocorrer durante o plantio de trigo", disse Esteban Copati, chefe de Estimativas Agrícolas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. "As zonas que receberam chuvas devem, agora, recarregar os perfis de umidade para o plantio do final de maio e início de junho", destacou.

Copati acrescentou que, embora essas chuvas tenham ocorrido, elas devem continuar para que o resultado seja efetivo para o plantio.

Segundo a Bolsa de Comércio de Rosario, 44% do Pampa úmido esteve em estado "muito seco" nos últimos quatro meses e meio, situação que representa a pior seca em 50 anos.

Para Copati, logo depois de uma safra com perdas na soja e no milho pela seca, "há intenção" de plantar trigo esse ano, já que os produtores precisam se refinanciar - embora haja incerteza por conta da umidade.

Leonardo de Benedictis, meterologista, apontou que as chuvas "melhoraram muito o panorama", embora não tenham sido gerais e não sirvam para recuperar a safra de verão, que já possui sua produção definida. "O ideal é que a situação se normalize pensando no futuro".

Para a próxima semana, novas chuvas são previstas para as zonas agrícolas.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: La Nación

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