Paraguai: preços influenciarão na produção e exportação de trigo, milho e girassol neste ano

Publicado em 23/04/2018 09:36
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No Paraguai, os preços insuficientes vão paralisar neste ano a produção e a exportação de produtos agrícolas como o trigo e o milho, que tiveram um bom comportamento no ano anterior, juntamente à soja, que mantém seu nível. Tudo indica que o mesmo irá ocorrer com o girassol, como avaliam fontes da União de Grêmios da Produção (UGP).

A maior preocupação no grêmio é a situação do trigo, cujo cultivo vai diminuir na presente safra por conta dos preços internacionais, que não se recuperaram. O plantio a grande escala deste cereal deve se dar por aquelas cooperativas e grupos empresariais que possuem seu próprio moinho, já que é a única forma de alcançar certa rentabilidade com as cotações atuais.

O plantio de trigo, geralmente, é feito agora. Contudo, a tendência é que este caia bastante. No ano passado, o cereal também sofreu um revés, mas por conta das geadas que ocorreram no mês de julho. O Paraguai é o décimo exportador de trigo do mundo, mas não deve se manter nessa marca com a situação atual.

As previsões já estavam em queda, já que se estimava um pouco mais de 428.000 hectares plantados e somente umas 700.000 toneladas de produção, por conta do rendimento escasso. Na safra anterior foram cultivados 493.924 hectares, com uma safra de 1.284.202 toneladas. O melhor período do trigo, até agora, foi em 2014/15, com 631.689 hectares cobertos e uma produção superior a 1.500.000 toneladas, segundo dados da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco).

Se faltar trigo para os moinhos, o Paraguai deve importar, como quase ocorreu no ano passado, o que poderá elevar os preços dos derivados e afetar diretamente aos consumidores primários.

Consultado sobre este assunto, o produtor Hermes Aquino, de Caaguazú, que preside a Coordenadoria Agrícola do Paraguai, sustentou que a situação do trigo irá se extender para o milho e para o girassol, também por conta das baixas cotações no mercado internacional, já que a maior parte do agronegócio paraguaio está motivada pelas possibilidades de exportação.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: ElAgro.com.py

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