Cropview: Soja de ciclo precoce pode ser alternativa para fugir do excesso de umidade em Rio Verde-GO no final da colheita

Publicado em 23/09/2016 13:14 e atualizado em 23/09/2016 21:11
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Em Londrina-PR produtores que iniciaram o plantio a partir do dia 15 ou aqueles que devem retomar os trabalhos no início de outubro terão condições ideais para o desenvolvimento da safra

O plantio da soja em Goiás, que começou oficialmente em 01 de setembro, deverá  trazer preocupações para os agricultores que optarem por sementes de ciclo mais tardio na região de Rio Verde/Jataí (sudoeste Goiano). A colheita da safra 16/17 já está no radar dos produtores.

De acordo com a projeção feita pelo aplicativo Cropview - tecnologia que reúne informações de clima e condições de solo para estimar o melhor momento de semeadura para cada produtor - o município de Rio Verde (GO) poderá receber receber grandes volumes de chuvas na primeira quinzena de janeiro.

O engenheiro agrônomo da Rural Tecnologia, Paulo Murray, aconselha aos produtores para optarem por sementes de ciclo precoce - realizando o plantio até  primeira quinzena de outubro - para evitar problemas durante a colheita, que teriam reflexo na produtividade.

"Nessas condições o agricultores conseguiria alcançar até 98% da produtividade máxima estimada", afirma Murray ressaltando que o sistema da Crop View não considera fatores como tratos culturais ou possibilidade de doenças. O aplicativo é atualizado diariamente com previsões e condições de clima o que possibilita acompanhar as necessidades hidricas para cada fase da cultura e fazer um comparativo com a média histórica da região.

Já as simulações feitas para Londrina (PR), evidenciam que os produtores que optarem por realizar o plantio de soja durante todo o mês de outubro terão condições de alcançar 100% da produtividade estimada.

Para quem plantou na segunda quinzena de setembro - logo após o encerramento do período proibitivo - considerando as mesmas condições de solo e ciclo, também alcançaria de 99% a 100% de produtividade.

Por Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte Notícias Agrícolas

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