Pesquisador do IAC aconselha medidas preventivas para produtores lidarem com incêndios nas lavouras

Publicado em 17/09/2019 10:55 e atualizado em 17/09/2019 14:26
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Época do ano com baixa umidade relativa do ar, temperaturas altas e fortes ventos facilita surgimento e alastramento do fogo nas áreas agrícolas. Formação de brigadas de incêndio em consórcio com outros produtores da região é uma das medidas que podem ser adotadas.
Afonso Peche Filho - Pesquisador do IAC

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Pesquisador do IAC aconselha medidas preventivas para produtores lidarem com incêndios nas lavouras

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O período entre os meses de junho e setembro registra baixa umidade relativa do ar e as condições com temperatura alta e fortes ventos contribuem ainda mais para focos de incêndio em áreas agrícolas, como o registrado nos últimos dias no município de Faxinal no Paraná, que atingiu uma lavoura de trigo, ou o redemoinho de fogo registrado nas últimas terça-feira (10) e sexta-feira (13) em Santa Helena em Goiás.

O pesquisador do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), Afonso Peche Filho, destaca a importância do produtor realizar tarefas preventivas para evitar essas situações como acompanhar as condições climáticas e mapear as áreas da sua propriedade.

Peche Filho aponta a formação de brigadas contra incêndio pelos próprios produtores como uma das ações mais efetivas nesta questão, além de realizar o registro pós incêndio com fotos e vídeos para comprovar as causas e reforçar medidas preventivas.

Confira a entrevista completa com o pesquisador do IAC no vídeo.

Reveja a entrevista sobre a Brigada Aérea em Rio Verde/GO:

>> Produtores de Rio Verde/GO se unem e formam Brigada Aérea para combater focos de incêndio

Lavoura fogo

Lavoura fogo

Lavoura de trigo queimada em Faxinal/PR

 

Redemoinho de fogo em Santa Helena/GO

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • R L Guerrero Maringá - PR

    Pra variar, outro pesquisador nos acusando de sermos irresponsáveis e culpados seja lá pelo que, de novo.

    Gostaria de acrescentar:

    1. Recebo alertas da Defesa Civil e visito diariamente o site do Simepar. Nunca recebi nenhum alerta de risco elevado de incêndio.

    2. Já desisti de chamar os bombeiros. Foram várias experiências frustrantes.

    3. Os países nórdicos tem frotas dedicadas de aviões bombeiros. Os canadenses chegaram a desenvolver designs de aeronaves dedicadas específicamente para combate ao fogo. Aqui, o Bolsonaro foi o primeiro presidente a mobilizar os aviões de transporte da FAB para combater os incêndios. E não fez isso por uma política de prevenção, mas por pressão. 4. Somente dois aviões tinham os equipamentos necessários, mas mesmo assim, não temos notícias de nenhum plano de prevenção de incêndios para a próxima temporada, nem do necessário aumento de verba para a FAB poder estar equipada a altura.

    É fato que devemos nos prevenir tanto porteira adentro como em solidariedade com nossos vizinhos, mas será possível que vamos ter de arcar com mais uma função do Estado, apesar de tudo o que pagamos de impostos?

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