Mídia de esquerda tenta esconder as imagens da violência, mas precisamos aprender com elas

Publicado em 05/07/2021 16:16
Tempo & Dinheiro - com João Batista Olivi

 

 

Ibovespa oscila pouco na abertura em sessão sem Wall St

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SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mostrava o Ibovespa perto da estabilidade nos primeiros negócios nesta segunda-feira, em sessão que tende a registrar menor liquidez, dada a ausência do referencial de Wall Street por feriado nos Estados Unidos.

Às 10:06, o Ibovespa caía 0,01 %, a 127.610,31 pontos.

(Por Paula Arend Laier)

Dólar fica entre estabilidade e leve alta contra real com Fed e Brasília no radar

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Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar oscilava entre estabilidade e leve alta contra o real nesta segunda-feira, em dia de mercados fechados nos Estados Unidos, enquanto a expectativa pela ata da última reunião do Federal Reserve e os ruídos políticos domésticos dominavam o radar dos investidores.

Às 10:17, o dólar avançava 0,33%, a 5,0689 reais na venda, enquanto o dólar futuro de maior liquidez tinha ganho de 0,07%, a 5,0755 reais.

Neste pregão, vários investidores chamavam a atenção para a liquidez reduzida, já que os mercados norte-americanos ficam fechados devido ao feriado do Dia da Independência, celebrado na véspera.

"Geralmente vemos um giro bem reduzido em dias de feriado lá fora, então hoje tende a ser um dia mais calmo no mercado brasileiro", disse à Reuters Alexandre Netto, head de câmbio da Acqua-Vero Investimentos.

Em semana que vai contar com dados econômicos importantes do Brasil e dos EUA, os operadores também ficarão atentos à divulgação da ata do último encontro de política monetária do banco central norte-americano, disse Netto. Segundo ele, os investidores estão em busca de pistas sobre quando haverá uma retirada de estímulos por parte do Fed, que tem potencial para ditar a movimentação dos mercados financeiros globais.

Qualquer sinalização "hawkish", ou dura com a inflação, pode atrair capital para os Estados Unidos e, consequentemente, impulsionar o dólar, dizem especialistas.

No Brasil, todos os olhares estavam voltados para Brasília após mais um fim de semana de manifestações por todo o Brasil que pediam impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Os protestos de sábado aconteceram um dia após a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar abertura de inquérito para investigar suposto crime de prevaricação de Bolsonaro no caso envolvendo as negociações para a compra da Covaxin, vacina indiana contra Covid-19.

Segundo Netto, embora vários analistas tenham repetido que as chances de Bolsonaro enfrentar um impeachment são baixas no momento, a abertura de inquérito levanta a possibilidade de que o atual presidente não possa se candidatar à Presidência nas eleições de 2022, caso venha a ser incriminado.

"Essa é uma prévia dos ruídos que podem vir com a corrida eleitoral", opinou, ressaltando que, por ora, tudo indica que a disputa se dará entre dois candidatos vistos como populistas pelos investidores, Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com esses ruídos em mente, disse ele, a tendência do dólar é permanecer acima dos 5 reais, apesar do ciclo de alta de juros do Banco Central do Brasil.

Além disso, Ricardo França, analista da Ágora Investimentos, disse em um morning call que "os investidores estarão atentos ao avanço das discussões sobre a reforma tributária no Congresso" nesta semana, que terá feriado em São Paulo na sexta-feira.

A proposta da segunda fase da reforma tributária apresentada pelo governo no mês passado gerou uma reação inicial negativa dos mercados, principalmente devido à intenção de introduzir tributações sobre dividendos pagos aos investidores.

A moeda norte-americana spot fechou o último pregão em alta de 0,15%, a 5,0523 reais na venda, pico desde 18 de junho (5,0713 reais).

(Por Luana Maria Benedito)

Projeção para inflação este ano supera 6% e mercado vê maior aperto monetário em 2022

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Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A projeção do mercado para a inflação neste ano ultrapassou a marca de 6% e os especialistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central passaram a ver maior aperto monetário em 2022.

O levantamento semanal divulgado nesta segunda-feira apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano chegou a 6,07%, de 5,97% na semana anterior, superando em muito o teto da meta oficial --3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para 2022 o cálculo para a inflação teve leve ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual, a 3,77%, contra meta de 3,50% também com margem de 1,5 ponto.

Com a inflação elevada, os economistas passaram a ver a taxa básica de juros em 6,75% no ano que vem, de 6,50% esperados antes. Para este ano permaneceu o cenário de Selic a 6,50%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve melhora na estimativa de crescimento para este ano, com a expansão calculada em 5,18%, ante 5,05%. Para o ano que vem também houve ajuste de 0,01 ponto percentual para baixo, a um crescimento esperado de 2,10%.

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:

Expectativas de mercado 2021 2021 2022 2022

Mediana Há 1 Hoje Há 1 Hoje

semana semana

IPCA (%) 5,97 6,07 3,78 3,77

PIB (%) 5,05 5,18 2,11 2,10

Dólar (fim de período-R$) 5,10 5,04 5,20 5,20

Selic (fim de período-% a.a.) 6,50 6,50 6,50 6,75

Preços administrados (%) 9,39 9,53 4,42 4,47

Produção industrial (%) 6,23 6,30 2,36 2,25

Conta corrente (US$ bi) -0,27 -0,41 -18,51 -16,00

Balança comercial (US$ bi) 68,80 68,41 60,00 60,20

IDP (US$ bi) 58,00 55,50 67,95 69,00

Dívida líquida pública (%/PIB) 61,60 61,60 63,40 63,60

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Tempo e Dinheiro

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