Escassez de alimentos é um temor mundial; o que o agronegócio brasileiro pode fazer
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Escassez de alimentos é um temor mundial; o que o agronegócio brasileiro pode fazer
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O agronegócio e os setores urbanos estão intrinsecamente conectados, já que as cadeias produtivas de alimentos influenciam diretamente no cotidiano das cidades. Porém, muitos ruídos de comunicação entre as duas pontas geram discussões e desentendimentos que merecem atenção. Nesse contexto, o site Notícias Agrícolas e a consultoria MPrado desenvolveram o projeto Conexão Campo e Cidade, que visa debater diversas questões relacionadas aos negócios que envolvem os ambientes urbanos e rurais.
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Em foco principalmente entre os países europeus, a possibilidade de escassez de alimentos no planeta tem sido uma questão bastante abordada desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Nesse contexto, o Brasil assume uma condição de protagonismo, pois é um dos lugares de todo mundo onde existe o maior potencial de aumento da produção agropecuária. Para falar sobre esse assunto, o Conexão Campo Cidade desta semana recebeu o presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp/Cosag, Jacyr Costa.
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Cenário de preocupações a nível global
Como Ucrânia e Rússia são grandes exportadores de alimentos, sobretudo de trigo, a guerra entre os dois países criou um temor mundial pela possibilidade de falta de alimentos. Com esse movimento, algumas nações, conforme destacou Jacyr Costa, decidiram proibir a exportação de alguns produtos, a fim de garantirem seu mantimento doméstico, o que agravou a crise.
Para ele, o Brasil pode ajudar a minimizar o impacto dessa situação, com um choque de oferta, pois pode aumentar sua produção. Isso seria fundamental, principalmente, para os países do norte da África, oriente médio e leste asiático.
Agregação de valor à produção agrícola
Outro ponto levantado por Costa foi a agregação de valor aos produtos agrícolas brasileiros. Para ele, isso é muito importante para o Brasil, pois, além de gerar mais empregos no país, os agricultores também levariam vantagem por ser melhor remunerado vendendo no mercado interno. Isso não representaria uma parada nas exportações, que são uma válvula de remuneração do mercado.
Como exemplo disso, ele usa o mercado sucroenergético, onde existe o movimento de preferência pela produção de etanol mais focado no mercado interno ou então pelo açúcar, que é mais destinado à exportação do que o álcool. "O fortalecimento de uma cadeia de indústria de alimentos mais vigorosa aqui no Brasil, que permita maior agregação de valor, é fundamental", afirmou o presidente do Cosag.
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