Semana inicia com preços firmes e poucos negócios fechados em função do feriado de Tiradentes nesta terça-feira (21).

Publicado em 20/04/2015 12:23 e atualizado em 20/04/2015 14:24
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Semana inicia com preços firmes e poucos negócios fechados em função do feriado de Tiradentes nesta terça-feira (21). Tendência é de cotações sustentadas

O feriado de Tiradentes nesta terça-feira (21) desaqueceu as negociações com a arroba do boi gordo, no entanto os preços seguem firmes. Em São Paulo a arroba é negociada na média a R$ 150,00/@.

Esse cenário evidência a falta de oferta no mercado, que nem mesmo com pouca negociações consegue derrubar os preços. Alex Santos Lopes, consultor da Scot Consultoria conta que esse período também é considerados uns dos piores momentos para a venda de carne, "porque não se tem ainda o reabastecimento do varejo para o pagamento do salário", explica.

No médio prazo, a tendência é que os preços do boi gordo continuem firmes, pois não há nenhuma sinalização de melhora na oferta. O analista relata que sazonalmente no mês de maio há um aumento de animais prontos - período de transição entre safra e entressafra - e caso isso ocorra poder ter "uma ligeira melhora de oferta".

Segundo ele, com a chegada da estiagem as pastagens passam a não tem as condições ideais para manter os animais, com isso os pecuarista podem começar a ofertar um maior número de bois, principalmente nos estados onde a pastagem prevalece.

Já no caso da demanda, especialmente a externa, o aumento no volume de carne embarcado no mês de abril pode ser um sinal de recuperação para as margens dos frigoríficos. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, houve uma melhora de 4,5% em relação a mesmo período do ano passado.

"Já começa a animar um pouquinho as indústrias e o setor, mas ainda são dados parciais e recuperações pequenas em relação ao que reduzimos de janeiro a março" afirma Lopes.

Contudo, os frigoríficos não tem conseguido repassar a alta da arroba no preço da carne, com isso as margens ficam cada vez mais estreitas sendo esse fator o grande limitador de novas valorizações. 

Dessa forma, "o pecuarista não deve imaginar que a arroba pode chegar a R$ 160,00, pois a venda de carne está muito limitada. Então a melhor forma é ele ir fazendo vendas escalonadas", declara Lopes.

Outro fator que tem preocupado os produtores é o custo dos animais de reposição, que tiveram uma valorização acima da arroba do boi gordo nos três primeiros meses do ano. "Estamos vendo um descolamento do ágio do bezerro em relação ao boi gordo, é um animal que acaba chegando caro na fazenda e precisa intensificar o uso de tecnologia para que esse animal faça um ciclo rápido", explica o consultor.

Hoje um bezerro desmama de aproximadamente 200 kg está em torno dos R$ 1.440,00.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Pedro Fonseca de Souza São Paulo - SP

    Devem ser o milho e o dolar (que não param de cair) que estão dando suporte ao boi!! suino a baixo do custo de produção tb deverá dar sustenção ao boi! Economia tb está em otimo ritmo de crescimento ??!! Estudem....

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      Caro Pedro...quem abate boi em sua maioria abate suinos também...logo a margem reduzida e apertada do boi na indústria é resolvida com a melhora na margem dos suinos..ou seja quem está pagando a conta é o produtor de suinos...boi não vislumbro a frente um piora nos preços ...vai no mínimo uns 4 anos..salvo alguma aftosa fabricada...vaca louca cantada...ou seja fato novo...

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Pedro há uma "pequena diferença".

      O mercado do boi consta com produtores capitalizados, pois o senhor não houve que existam linhas de crédito para engorda de bovinos. O ciclo é de 36 a 48 meses.

      No caso dos suínos, além dos granjeiros estarem sob um sistema de integração o giro é em torno de 240 dias.

      No caso do frango, não dá nem tempo do granjeiro pensar, pois o giro está próximo de 30 dias.

      Enfim, prazo cada vez mais curto, mais aplicação de tecnologia, cada vez menos necessidade de pano. O pano que me refiro é para fazer os bolsos das calças do produtor, pois não são necessários, não há dinheiro para guardar.

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