Pressão dos frigoríficos reduz preços da arroba do boi no físico. No mercado futuro, cotações já inviabilizam confinamento de segundo turno

Pressão dos frigoríficos reduz preços da arroba do boi no físico. No mercado futuro, cotações já inviabilizam confinamento de segundo turno
Publicado em 08/07/2015 12:25

O mercado do boi gordo vem operando desde o início do ano com oferta ajustada, que até pouco tempo atrás promovia a sustentação nos preços. No entanto, a diminuição significativa da demanda interna e externa começou a reverter esse cenário.

Os frigoríficos nas últimas semanas se adaptaram a nova conjuntura do mercado e estão ajustando seus abates e fechando ou paralisando plantas. Com isso, a pressão de compra da indústria diminuiu, e possibilita os frigoríficos de pressionar os preços da arroba.

Na terça-feira (07) o indicador Esalq/Cepea - que informa a média de preços no estado de São Paulo - fechou a R$ 143,03/@ perdendo quase 20 pontos do vencimento do dia anterior. No mercado futuro, depois da desvalorização de ontem os preços tentam recuperar os patamares, mas o boi outubro, por exemplo, opera a R$ 144,20 a arroba.

Segundo César de Castro Alves, analista da MBAgro a maior impacto é na BM&F, onde alguns vencimentos chegaram a perder quase R$ 15,00 em relação aos picos de preço registrados em abril. "Isso é um balde de água fria nos confinadores, que tem os contratos futuros como norteadores", afirma.

Para ele, mesmo com a ração em patamares mais atrativos, o boi magro continua caro e a "conta não fecha". Por isso, a intenção de confinamento para esse ano deve ficar "abaixo das expetativas", mas ainda superior ao registrado em 2014.

Alves afirma ainda, que a oferta restrita ainda dá sustentação nos preços, por isso a pressão não devem derrubar significativamente os patamares no mercado físico.

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