Enxugamento dos estoques de carne e demanda firme nas exportações dão suporte para novas altas na arroba do boi em SP

Publicado em 22/03/2016 12:01 e atualizado em 22/03/2016 15:51
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Negócios firmes em SP com arroba negociada acima dos R$ 157,00 e com espaço para novas altas ao longo de abril

O enxugamento dos estoques de carne, conseqüência do volume menor de abate nos últimos dias e do escoamento da produção por parte das exportações, dão suporte para elevação nas cotações da arroba nesta semana.

De acordo com o consultor da Agrifatto, Gustavo Figueiredo, a tentativa dos frigoríficos em pressionar os negócios com a arroba perdeu força nos últimos dias  devido a dificuldade no preenchimento das escalas e, o enxugamento dos estoques de carne.

Em São Paulo os negócios acontecem entre R$ 157,00 a 158,00/@, retomando o patamar de 15 dias atrás. A oferta curta e a resistência dos pecuaristas em entregar as boiadas corrigiram o mercado e não deixou que a pressão que a baixa emplacasse.

No mercado atacadista de carne bovina, o enxugamento dos estoques também permitiu correções positivas nos preços. Nesta semana, a carcaça de bovinos castrados está cotada entre R$ 10,20 a R$ 10,30/kg, fator que proporciona maior margem de negociação para a matéria prima.

Outra pressão altista no mercado da carne são os bons volumes exportados nos primeiros meses deste ano.  As exportações de carne bovina 'in natura' do Brasil até a terceira semana de março totalizaram 74 mil toneladas, com uma média diária de 5,3 mil toneladas, que sinalizam - na continuidade deste ritmo - o embarque mensal de 116 milhões de toneladas.

No curto prazo, com as escalas bastante curtas, o consultor afirma que os pecuaristas resistirão a entregar os animais na tentativa de elevar as cotações.

No entanto, até o momento as condições do clima proporcionaram maior retenção dos animais nas fazendas, porém com o ingresso do período de estiagem a partir de maio esse cenário poderá mudar.

No longo prazo, "nós na Agrifatto achamos que existe um volume de animais que virão para 2016, que não foram abatidos em 2015 e se somará de maio a julho. Então esperamos que neste período ocorra um aumento de abate de animais prontos", alerta Figueiredo.

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Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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