Indústria tem melhor margem do ano com elevação da carne. Em setembro, a alta supera 12% enquanto o preço da arroba cai 1%

Publicado em 23/09/2016 12:44 e atualizado em 23/09/2016 14:37
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Tendência é de recuperação de preços para a arroba, mas frigoríficos ainda precisam confirmar se alta da carne será absorvida por consumidor final

Com a alta no atacado, os frigoríficos atingiram em setembro o melhor nível de margem do ano. Somente neste mês, a carne valorizou cerca de 12%, ao passo que a arroba recuou 1% no período.

Ainda assim, com a demanda interna andando a passos lentos as "indústrias estão aproveitando esse momento para fazer um gordura, pois a tendência é que o mercado fique mais apertado no final do ano", explica o analista da MB Agro, César de Castro Alves.

Realizando compras de acordo com o ritmo das vendas de carne, os frigoríficos conseguem manter a pressão sobre os preços da arroba, mas que já começam a exibir reação em algumas praças de comercialização.

De acordo com Castro, a restrição da oferta [que deve ocorrer especialmente entre e outubro e novembro] em função da queda no volume de confinamento no segundo giro; e a aproximação com o final do ano - onde as vendas no varejo são melhores -, poderão impulsionar os preços da arroba.

Outro fator positivo é a relação de preço com as demais proteínas. No caso do frango, por exemplo, a carne subiu 6% desenhando uma margem melhor de elevação para carne bovina.

Entretanto, "a dúvida neste momento é se o consumidor vai conseguir absorver a correção nos preços da carne", alerta Castro. Para ele, é preciso ter cautela sobre as perspectivas de recuperação no consumo interno, já que a população anda sofre as consequências dos problemas econômicos enfrentados pelo país.

Em termos de oferta, o analista afirma que embora as perspectivas sejam de restrição na disponibilidade de animais nos próximos meses é importante considerar que "as chuvas já começaram a chegar a regiões produtores, sendo possível que os animais de pasto já comecem a aparecer nas escalas em dezembro."

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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