Boi: Semana começa com mercado firme e preços ao redor de R$ 150,00 a arroba em São Paulo

Publicado em 26/09/2016 12:20 e atualizado em 26/09/2016 15:29
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Tendência ainda é de valorização nos preços nos próximos dias. Escalas de abate estão curtas, especialmente nos estados de MS, GO e MT. Valor da arroba tem sido impulsionado pela alta na carne registrada no último mês. Perspectiva de melhora nas exportações também pode dar suporte às cotações.

A semana inicia com continuidade na pressão altista sobre os preços da arroba. Com escalas curtas - especialmente nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso - e baixa disponibilidade de animais, a expectativa é de valorização no mercado do boi gordo.

A alta, porém, vem acontecendo de forma gradativa, uma vez que os frigoríficos também realizam suas compras conforme o andamento da demanda. Em São Paulo o piso para os negócios está em R$ 150,00/@, "já sendo possível observar animais negociados a R$ 153,00/@ a vista, o boi comum", afirma o analista da Agrifatto, Gustavo Figueiredo.

De acordo ele, a recuperação no preço da carne foi o principal responsável pela melhora no poder de barganha dos frigoríficos. No atacado da carne com osso, o boi casado de animais castrados cotado em R$ 10,18/kg.

Figueiredo ressalta, no entanto, "não ser possível afirmar se essa valorização da carne é sustentável no longo prazo, e para dizer que teremos uma valorização ainda maior da arroba precisaríamos aumentar as exportações”. Para que as altas sejam sustentáveis, a demanda externa também precisaria responder acima de 100 mil toneladas embarcadas no mês, segundo ele. Volume que ainda não foi atingido neste ano.

Paralelo a isso, o mercado deve ir trabalhando com leves oscilações de acordo com o movimento de demanda e disponibilidade de animais terminados.

Com os custos de produção elevados, o percentual de animais confinados neste ano [especialmente no segundo giro] caiu consideravelmente. Por isso, o volume de animais nos próximos meses deve continuar enxuto.

Para a oferta de pasto, Figueiredo afirma que "se não ocorrer uma chuva logo, com a recuperação das pastagens no Brasil, provavelmente a oferta concentrada chegue só no inicio do próximo ano."

Por: Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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