Demanda de frigoríficos em SP é atendida com animais de outros estados e contratos à termo. Preços da arroba não reagem

Publicado em 17/10/2016 11:43 e atualizado em 17/10/2016 15:34
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Diferencial de base entre São Paulo e estados vizinhos vem se estreitando. Em MS, por exemplo, cotação da arroba do boi já ganhou R$ 6,00 em pouco mais de um mês

As altas observadas em diversos estados não ocorrem com a mesma força em São Paulo. A dificuldade de evolução da arroba é reflexo da compra dos frigoríficos paulistas em praças vizinhas; e o preenchimento de escalas com boiadas a termo.

Conforme explica o consultor, Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria, a compra de matéria prima em outros estados é vantajosa, neste momento, mesmo considerando o custo de frete e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Diante deste cenário o diferencial de base vem se estreitando nas últimas semanas. "Em outros estados a arroba sobe com mais força do que em São Paulo", acrescenta Lopes.

Segundo ele, enquanto a média de negócios no estado permanece entre R$ 150 a R$ 151 arroba, outras regiões como Dourados(MS) o boi gordo subiu mais de R$ 6 em pouco mais de um mês, sendo cotado atualmente em R$ 146/@.

"Essa estratégia, porém, não é muito em função de limitar alta de preço em São Paulo, mas sim uma consequência dos atuais preços da praça paulista", destaca o consultor.

E a demanda também não colabora com a composição dos preços. A melhora no consumo esperado na primeira quinzena de outubro e durante o último trimestre do ano vem frustrando as expectativas.

No atacado de carne com osso, o boi casado de animais castrados retraiu, sendo cotado a R$ 9,32/kg. A queda já reflete no enxugamento das margens das indústrias frigoríficas, especialmente, das que trabalham com a carcaça. Segundo levantamento da Scot, desde agosto o resultado das empresas saiu de 22% para 15% nesta semana.

Esses dados mostram que "ainda não se tem uma situação de demanda crescente como era esperado para o ultimo trimestre do ano", diz Lopes.

As expectativas, porém, ainda são positivas para os últimos três meses do ano, com possibilidade de melhora da demanda em reflexo do pagamento dos décimos terceiros salários, bonificações, contratações temporárias e as festividades de final de ano.

Por Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte Notícias Agrícolas

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