2017 será um ano de turbulência para a pecuária com risco elevado para atividade e margens estreitas para produtor

Publicado em 12/12/2016 11:38 e atualizado em 12/12/2016 13:07
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Saiba como se prevenir de um ano complicado para a agropecuária onde a oferta de animais tende a aumentar e a demanda por carnes continuará sendo uma grande dúvida
Confira a entrevista de Mariane Crespolini - Pesquisadora do Cepea

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2017 será um ano de turbulência para a pecuária com risco elevado para atividade e margens estreitas para produtor

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O volume de negócios de balcão, no mercado do boi gordo, está cada vez menor. Segundo levantamento de preço do Cepea, na última sexta-feira (9), praças como Cuiabá (MT) ficaram sem referência pela ausência de contratos.

O período tradicional de aumento no volume de animais a termo tem reduzido à necessidade de compra das indústrias. Somada a esse fator, no mês sazonal de demanda aquecida, os frigoríficos relatam dificuldade no escoamento da produção diante da população descapitalizada.

Conforme explica a pesquisadora do Cepea, Mariana Crespolini, há frigoríficos com programações preenchidas para mais de 30 dias. "No cenário atual de demanda, o volume de animais ofertado é suficiente para atender as indústrias", acrescenta.

A duas semanas do fim do ano as expectativas são de mercado estável, sem grandes alterações. As preocupações se voltam, agora, à tendência dos negócios em 2017.

Para Crespolini, será um ano imprevisível de "riscos altos e possibilidade de margem estreita". Os dados mostram que a recuperação da econômica esperada para o início de 2017 está cada vez mais incerta, e a possibilidade de melhora na demanda por carnes segue a mesma incógnita.

Do lado da oferta, a pesquisadora lembra que "os animais que não foram confinados neste ano, serão ofertados conforme foram terminados no período das águas. E então teremos um desafio".

Diante da possibilidade de recuperação no volume de animais ofertados e a permanência do cenário econômico fraco, a orientação é de que os pecuaristas busquem "mitigar risco de preço, otimizar custos de produção e melhora na produtividade", destaca.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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