Demanda por carnes tem melhora na reta final para as festas de final de ano e força frigoríficos a retomarem compras

Publicado em 23/12/2016 11:27 e atualizado em 23/12/2016 13:45
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Movimento de alta é pontual e expectativa de pressão sobre as cotações no início do ano está mantida
Confira a entrevista de Caio Toledo Godoy - FCStone

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Demanda por carnes tem melhora na reta final para as festas de final de ano e força frigoríficos a retomarem compras

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O incremento nas compras de carne bovina, especialmente de cortes nobres, impulsionou os negócios com o boi nesta semana. Há poucos dias do Natal e Ano Novo, a demanda parece realmente ter aparecido.

Em São Paulo as ofertas de compra variam entre R$ 148 a R$ 150/@, com maior volume de negócios no patamar superior.

Conforme explica o analista da FCStone, Caio Toledo Godoy, a reação, contudo, ainda não pode ser considerada tendência. "É algo pontual de final de ano, até mesmo porque se fosse um consumo diário veríamos o dianteiro também se posicionando", explica.

A maior movimentação no balcão e no atacado também refletiu nos negócios do mercado futuro. O contrato janeiro/17 está precificando arroba a R$ 149,30/@, alta de 0,20%.

Outro fator positivo são os sinais - ainda que tímidos -, de recuperação da economia. Nesta sexta-feira (23) o Banco Central divulgou o resultado de inadimplência no mercado de crédito brasileiro. Segundo o levantamento o índice registrou queda, saindo de 5,9% para 5,8%.

Os indicadores econômicos melhorando elevam a possibilidade de crescimento na demanda por carnes, especialmente bovina, que possui alto nível de elasticidade de renda.

Segundo Godoy será preciso acompanhar a demanda nos primeiros meses do ano para delimitar um comportamento dos preços, visto que é esperado maior participação de fêmeas no abate, além da tradicional oferta de pasto.

"Se o consumo continuar em janeiro, provavelmente a arroba fique próximo a R$ 150/@", considera o analista. No entanto lembra que "a arroba em baixa não significa necessariamente prejuízo na pecuária. Ao mesmo tempo em que temos indicadores de pressão no boi gordo, também vemos os grãos em queda", acrescenta.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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