Rebanho bovino em MT cresce 3,3% em relação ao ano passado e pode aumentar pressão sobre as cotações

Publicado em 25/01/2017 11:59 e atualizado em 25/01/2017 12:40
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Pecuarista em MT ainda tem resultado positivo na atividade, mas margens já começam a ficar apertadas
Confira a entrevista de Francisco Manzi - Dir. Técnico Acrimat

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Rebanho bovino em MT cresce 3,3% em relação ao ano passado e alerta é sobre aumento da pressão nas cotações

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O rebanho de bovinos no Mato Grosso atingiu 30,21 milhões de cabeças segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O volume representa um crescimento de 3,32% em relação à safra passada, sendo o maior plantel da história do Estado.

O crescimento é reflexo do processo de retenção de fêmeas em todo o país, na qual no estado já perdura há três anos. Conforme explica o diretor técnico da Acrimat (Associação dos Criadores do Mato Grosso), Francisco Manzi, "em função dos preços remuneradores do bezerro, os pecuaristas optaram por reter suas matrizes, elevando o plantel", diz.

Manzi lembra que a Austrália, um dos principais exportadores de carne bovina do mundo, tem a produção equivalente a do Mato Grosso. Assim, como o estado representa um terço do plantel norte-americano e, três vezes superior ao rebaixo uruguaio.

Contudo, apesar do crescimento também indicar maior eficiência dos pecuaristas no estado. A evolução do rebanho em um período onde a demanda caminha com dificuldades, poderá significar pressão nas cotações.

"Além do aumento na oferta temos um cenário de diminuição da demanda que reflete uma série de fatores", diz Manzi. Atualmente a arroba no estado tem a referência em R$ 130,00, cotação estável na comparação aos preços praticados no ano passado.

A conclusão dos dados de produção se deu após a divulgação do Indea-MT referente a vacinação do rebanho realizado em novembro/16, no qual foram vacinadas 99,62% da produção total.

Para o diretor técnico "os produtores precisam se profissionalizar em termos de mão de obra, de aproveitamento das pastagens e tecnologia", a fim de garantir margem mesmo em momentos de dificuldade no mercado.

Por outro lado, os dados econômicos do Brasil e também de importantes compradores do produto nacional, traz um animo aos pecuaristas neste ano. "Já começamos a enxergar um aumento da credibilidade, avanço das exportações. Todos esses fatores ajudarão o cenário de demanda", acrescenta Manzi.

Por: Aleksander Horta e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • dejair minotti jaboticabal - SP

    Dr. Francisco, não entendi direito quando citou cabeças bovinas de Brasil, Austrália, Uruguai e Estados Unidos. A comparação é de população bovina ou desfrute?.

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    • francisco de sales manzi cuiaba - MT

      Obrigado pela pergunta Dejair. Falei em numero total de cabeças. O Mato Grosso tem 30 milhões de cabeças, o mesmo da Austrália que é quase do tamanho do nosso pais. O Rebanho americano tem 90 milhoes e o do Uruguai 11 milhoes.

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    • dejair minotti jaboticabal - SP

      Correto citou Mato Grosso e não Brasil,poderia me informar o percentual de desfrute?

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    • francisco de sales manzi cuiaba - MT

      Cerca de 18% pois foram um pouco mais de 4900000 abates mais 600 mil que saíram em pé de um universo de 30260000 cabeças

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