O momento é de firmeza no boi, mas ágio de R$ 4,00 da BM&F não é totalmente garantido no físico ao longo de julho

Publicado em 29/06/2018 12:06 e atualizado em 29/06/2018 14:20
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Bolsa negocia o julho a R$ 144,00. A oferta restrita e encurtamento das escalas em SP, MG e MS, mais a semana do pagamento, sustentam as compras dos frigoríficos, porém as dúvidas sobre o consumo mais regular persistem para a sequência de julho, pelo menos.
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone

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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone sobre o Mercado do Boi Gordo

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O cenário é de firmeza para os preços da arroba do Boi Gordo em todo o país em função da dificuldade dos frigoríficos em formar lotes. Atualmente, as escalas de abate estão cada vez mais curtas em torno de cinco a sete dias e chegaram a ficar ao redor de 15 dias.

Segundo o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, tem novos negócios sendo fechados acima das referências, especialmente nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. “Observamos uma melhora bem pequena nesses últimos dias, essa reação no mercado está ligada com as ofertas restritas”, afirma.

Em relação ao confinamento, o consultor destaca que três fatores comprometeram o primeiro giro como a valorização dos grãos, o boi magro que começou a trabalhar com ágio muito cedo em algumas regiões e a não recuperação da BM&F Bovespa nos contratos de curto prazo.

“O mercado de segundo giro está trabalhando com referências acima de R$ 152,00/@ a R$ 153,00/@. Porém, os mercados de primeiro giro não tiveram volatilidade de alta como o de longo prazo”, comenta.

O consultor destaca que o mercado neste ano pode ter movimento semelhante ao período de 2016. “Nós podemos ter uma arroba na BM&F subindo, mas o mercado físico pode não corresponder os ágios dos indicadores devido ao consumo que pode barrar esse aumento no preço físico”, ressalta.

Consumo

Do lado da demanda interna, o mercado está observando que o consumo da carne dianteira começou a melhorar por conta das condições climáticas mais frias. “É preciso lembrar que a economia não está andando a níveis como gostaríamos e provavelmente vamos ver uma recuperação nos próximos meses”, diz o consultor.

Durante o período da greve dos caminhoneiros, as exportações de gado ficaram comprometidas no mês de junho. Porém, os ritmos estão sendo retomados a patamares de preços por tonelada muito atrativos.  

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Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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