Consumo em alta moderada e resto de confinamento travam escalas dos frigoríficos até o final do mês em Presidente Prudente (SP)

Publicado em 10/12/2018 15:49 e atualizado em 10/12/2018 17:36
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Preço da @ estaciona entre R$ 149/150, quando deveria haver mais registros de negócios acima disso com dezembro entrando na segunda semana. Mesmo oferta ainda restrita, pela ausência de animais de pasto, é anulada pelo consumo lento.
Carlos Roberto Biancardi - Presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente/SP

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Entrevista com Carlos Roberto Biancardi sobre o Mercado do Boi Gordo

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Na região de Presidente Prudente/SP, o restante dos confinamentos e o consumo em alta travaram as escalas dos frigoríficos até o final do mês de dezembro. No entanto, os preços da arroba permanecem estáveis em torno de R$ 149,00 a R$ 150,00.  

De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, Carlos Roberto Biancardi, a oferta ainda é restrita e os frigoríficos já estão com as programações de abate definidas. “O que nós notamos é que daqui até o final do ano não vai ter nenhuma demanda e nem movimentação de preços na minha perspectiva”, afirma.

Assim como em São Paulo, as indústrias frigoríficas já preencheram as escalas de abate no Mato Grosso do Sul. “Tudo isso também vai depender do consumo neste final de ano já que temos essa perspectiva de aumento de consumo com as festas. Pode ser que isso impulsiona a necessidade de compra e reposição dos estoques”, comenta.

Ainda segundo a liderança no auge da entressafra os preços de diferentes estados se aproximaram bastante. “Hoje, já temos uma margem e podemos ver os preços no Mato Grosso do Sul a R$ 142,00/@, sendo que os frigoríficos no Mato Grosso do Sul tem mais poder de barganha do que nós aqui em São Paulo”, destaca.

A expectativa dos pecuaristas é que não tenham que arcar com os prejuízos dessa estabilidade no mercado. “Esperamos que a gente não tenham que arcar sozinho com essa cotação estável, mas que a gente possa ter alguma compensação em função da inflação e das dificuldades que o setor enfrenta”, ressalta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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