Pastagens boas fazem produtores ofertarem mais bois para ganharem na reposição e JBS derruba @ em Confresa (MT)

Publicado em 15/01/2019 12:54 e atualizado em 15/01/2019 17:04
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Preço caiu de R$ 138/136 para R$ 132 e R$ 128 na fêmea. Como animal pronto não pode esperar para não "virar vaca", pecuaristas tentam dar folga mais rápido nos pastos e comprarem a reposição, que também cede com o boi gordo. JBS detém o abate em raio de 400 kms.
Biraja Capuzzo - Presidente do Sindicato Rural de Confresa/MT

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Entrevista com Biraja Capuzzo - Presidente do Sindicato Rural de Confresa/MT sobre o Mercado do Boi Gordo

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No município de Confresa/MT, a oferta de animais está alta e foi antecipado devido às pastagens estarem em ótimas condições. Diante desse cenário, as referências para o boi gordo recuaram e a arroba está cotada em torno de R$ 132,00 e a vaca está próxima de R$ 128,00 por arroba.

De acordo com o Presidente do Sindicato Rural da localidade, Biraja Capuzzo, as condições climáticas favoreceram a safra de soja e qualidade das pastagens. “Em função dos pastos em boa situação acabou antecipando a chegada dos animais. Nós não temos boi magro, e sim, o boi gordo e os frigoríficos estão nadando de braçada”, relata.

Na semana passada, os preços para o boi gordo estavam ao redor de R$ 136,00/@ a R$ 138,00/@. Já a vaca estava cotada a R$ 132,00/@, e agora, os valores estão no patamar de R$ 128,00/@. “Os pecuaristas podem ganhar durante a matança do boi em janeiro ao invés de esperar até o mês de fevereiro para realizar o abate”, comenta.

A liderança salienta que quando as referências para o boi gordo recuam compromete as negociações no mercado de reposição. “Esse mercado é muito volátil, quando a oferta é grande as indústrias frigoríficas pisam o pé no freio para ganhar na margem”, afirma.

Se na região tivesse mais uma unidade frigorífica, os pecuaristas não teriam que depender tanto da empresa JBS para abater os animais. “Dentro de um raio de 400 km só tem essa indústria abatendo, mas com todas as crises que aconteceram eles não devem nada aos fornecedores e nem de pecuarista. Ou seja, a empresa criou credibilidade  e sobram no mercado”, ressalta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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