Mesmo com pastos, oferta curta por expansão de lavouras e até embarques de boi gordo sustentam @ em Paragominas/PA

Publicado em 06/02/2019 13:05 e atualizado em 06/02/2019 15:15
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Palma, soja e eucalipto se expandiram e as exportações de gado vivo enxugaram bezerros e garrotes, os preferidos, e nos últimos 15 dias se vê até vendas de boi terminado. Preço da reposição explode a até R$ 200/@. Boi entre R$ 140/141.
Mauro Lúcio Costa - Pecuarista

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Mercado do Boi Gordo - Mauro Lúcio Costa - Pecuarista

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As chuvas que chegaram mais cedo, a partir do final de novembro, no Pará têm ajudado à pecuária no estado, principalmente no que diz respeito ao capim. Por outro lado, a oferta do boi gordo segue com dificuldades, muito em função da expansão de outras atividades agrícolas em áreas do estado.

“A oferta de animais prontos continua ainda minguada. Aqui no norte e nordeste do Pará nós temos uma outra influência que foi a entrada da soja, do eucalipto e da palma que tomaram muitas áreas de pecuária, que diminui na região e levou as indústrias frigorificas daqui a passar um pouco mais de apuro para poder rodar”, conta Mauro Lúcio Costa, pecuarista de Paragominas/PA.

Outro ponto preocupante para os produtores é o preço do boi, que não registra elevações nos últimos anos. “Aqui em Paragominas ainda continuamos a negociar animais na faixa de R$ 141,00 a arroba. Esse preço é bom quando a gente compra com regiões como o sul do Pará, em que as ofertas são maiores e os preços são melhores, mas quando a gente olha o passado de 2/3 anos atrás, a gente vê que esses preços continuam mais ou menos no mesmo patamar. O que não vem aconteceu com a nossa reposição e com os nossos custos de produção”, afirma Costa.

Confira a entrevista completa no vídeo.

 

Por: Giovanni Lorenzon e Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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