Desova natural de safra mais descarte de fêmeas podem pressionar cotações do boi na segunda quinzena de maio

Publicado em 06/05/2019 13:02 e atualizado em 06/05/2019 14:17
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Margem dos frigoríficos está em 18,6%, abaixo da média histórica e escalas seguem curtas, de no máximo 5 dias em SP
Letícia Vecchi - Analista da Scot Consultoria

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Entrevista com Letícia Vecchi - Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

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A expectativa para o mercado do boi gordo é que as referências no estado de São Paulo se mantenham estáveis ao redor de R$ 157,00/@, a prazo, sem descontar o funrural. Além disso, as escalas de abate estão próximas de cinco dias úteis e isso reflete a dificuldade das indústrias de compor as programações.

De acordo com a Analista da Scot Consultoria, Letícia Vecchi, essa sustentação nos preços se deve a uma desova de safra menos concentrada. “Um cenário muito diferente do observado no ano passado, isso por que as chuvas foram mais prolongadas neste ano e permitiu que os pecuaristas segurassem os animais no pasto por mais tempo” afirma.

Historicamente o mês de maio é considerado um mês de desova de fêmeas, tendo em vista que isso pode resultar em um aumento da oferta. “A tendência é que a partir da segunda quinzena o mercado do boi gordo fique um pouco mais frouxo com o aumento da oferta”, comenta.

Com relação à demanda, a analista salienta que o consumo deve ser um pouco maior nos primeiros quinze dias por causa do recebimento dos salários e do dias das mães. “Com o dia das mães no segundo domingo do mês é considerado um período de maior venda de carne bovina e faz contribuir para a cotação do boi gordo ficar mais firme”, ressalta.

Atualmente, as margens das indústrias frigoríficas que fazem a desova giram em torno de 18,6%, o que é um percentual um pouco abaixo da média observada pela as empresas.

A consultoria aponta que está havendo uma perda na qualidade das pastagens disponíveis por conta do fim das precipitações e a queda da luminosidade.  Diante disso, o primeiro giro do confinamento não deve ter uma oferta tão significativa se comparada com o segundo giro.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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