Escalas de abate se alongam em SP com programações para depois do dia 20 de maio. Preços da @ seguem pressionaodos

Publicado em 10/05/2019 13:00 e atualizado em 10/05/2019 13:59
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Agrifatto estima crescimento entre 3% a 6% na oferta de animais confinados nesta temporada
Marco Guimarães - Analista de Mercado da Agrifatto

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Entrevista com Marco Guimarães - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

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O consumo de carne bovina no mercado interno lento e escalas de abate alongadas estão fazendo com que arroba perca sustentação, principalmente, no estado de São Paulo. Entrentanto, a expectativa é que  alguns pecuaristas façam a desova desses animais durante o mês de maio que é marcado pelo o início da vacinação contra a febre aftosa e pela a perda da qualidade das pastagens.

De acordo com o Analista de Mercado da Agrifatto, Marco Guimarães, a pressão de baixa iniciou na segunda quinzena de abril. “Os preços no mercado físico começaram a ceder e acabou puxando as cotações no mercado futuro. Nós observamos valores ao redor de R$ 158,00/@ a R$ 160,00/@, e hoje, estão próximos de R$ 156,00/@”, comenta.

A pressão de baixa tem influência de dois fatores, sendo que um dos motivos é pelo falo de muitos pecuaristas terem soltados os animais para o mercado. “Aconteceu um movimento duplo, na qual acabou alongando as escalas de abate nos frigoríficos e com esse poder de manejar as programações as indústrias reduziram os preços”, ressalta.

Apesar dos preços mais baixos, as escalas de abate estão próximas dos sete dias úteis há duas semanas. “Ainda tem um volume considerável de animais que precisam ser soltos para o mercado e a perspectiva agora é que o mercado fique estável com um viés baixista”, afirma.

Com relação às exportações, o analista salienta que ajuda a enxugar produto excedente no mercado interno. “As exportações representam em torno de 20% da nossa produção, tendo em vista que a maioria é consumo interno. Porém, nos quatro primeiros meses de 2019, as exportações tiveram um aumento de 15% do volume exportado”, destaca.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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