Com a virada de mês, cotação do boi gordo registra valorização em São Paulo

Publicado em 28/08/2019 14:32 e atualizado em 28/08/2019 15:46
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As indústrias frigoríficas estão saindo para as compras com mais afinco para reabastecer os estoques, mas a baixa disponibilidade de animais se refletiu em ofertas maiores para a arroba. Atualmente, os preços em SP estão ao redor de R$ 157,00/@, a prazo e livre de Funrural.
Felippe Reis - Analista da Scot Consultoria

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Entrevista com Felippe Reis - Analista da Scot Consultoria sobre o Mercado do Boi Gordo

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As indústrias frigoríficas estão buscando por animais com mais afinco nesta última semana do mês para reabastecer os estoques e atender o aumento da demanda no início do mês. No entanto, os frigoríficos tiveram que ofertar preços maiores devido à baixa disponibilidade de animais em São Paulo.  

De acordo com o Analista de mercado da Scot Consultoria, Felippe Reis, no começo do mês tem um aumento no consumo de carne bovina em função dos pagamentos dos salários. “Nós estamos verificando isso nesta semana e tivemos uma alta pequena na arroba, mas mostra que a oferta está restrita e não está deixando espaço para as indústrias testarem o mercado”, afirma.

As programações giram ao redor de 4 a 5 dias úteis em São Paulo e tem alguns frigoríficos que trabalham com animais a termo que tem escalas mais confortáveis. A consultoria também apontou que os animais mais jovens tiveram um incremento nos preços de até R$ 4,00 por arroba.

“Os pecuaristas que conseguem produzir esse animal têm aproveitado esse cenário que deve se repetir para as próximas semanas”, comenta. Por outro lado, o analista aponta que esse momento de alta nos preços é generalizado na maioria das praças. A consultoria registrou valorizações em 80% das praças consultadas em agosto.

 “Em São Paulo, a arroba está cotada a R$ 157,00, a prazo e livre de funrural com uma alta 0,5% frente ao fechamento de ontem. No acumulando de agosto, a valorização foi de 2,00% ”, ressalta. O cenário é diferente nos estados do Rio Grande do Sul e nos estados do Nordeste do País que as escalas estão mais curtas em função da oferta restrita.

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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