Com o mercado futuro em alta, pecuaristas devem aproveitar a oportunidade para fazer a proteção de preços

Publicado em 17/10/2019 13:13 e atualizado em 17/10/2019 15:47
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O mercado futuro tem apontado para altas após a habilitação de mais plantas frigorífica para exportar para a China. A Scot Consultoria destaca que a alta projetada para 2020, frente aos preços para outubro de 2019, é de 11,1%.
Hyberville Neto - Analista da Scot Consultoria

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Mercado do Boi Gordo - Entrevista com Hyberville Neto - Analista da Scot Consultoria

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Nesta quarta-feira, a referência para o outubro 2020 na Bolsa Brasileira (B3) atingiu o patamar de R$ 180,00/@. Diante desse cenário, os pecuaristas podem utilizar ferramentas de travas que permitam que ele ganhe na alta. Um fator que está impactando no mercado futuro é a crescente demanda da potência asiática.

De acordo com o Analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, os preços atuais para os contratos referentes ao mês de outubro não são um ponto fora da curva. “Quando fazemos uma análise dos anos anteriores, o objetivo do estudo não é para mostrar que esperamos altas das magnitudes de 2010 ou 2014. Porém, uma alta na casa de 10% a 11% não é um ponto fora da curva quando olhamos historicamente”, afirma.

O analista ainda reforça que essa alta em 2020 indica que o mercado equivalia a 11,1% acima do que a média que temos atualmente. No ano de 2017, essa queda foi motivada pelo o ciclo pecuário com os abates de fêmea em alta e também influenciado pela a operação carne fraca.

Gráfico historio mês de outubro b3

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As projeções indicam que as referências futuras devem se mantiver firmes no próximo ano, mas os preços da reposição vão continuar em alta também. Do lado do milho, a temporada 2019/20 da soja está sendo cultivada com atrasos e pode impactar na janela da segunda safra. “Isso tende a jogar a safrinha para o período de maior risco climático e pode afetar a disponibilidade de milho no próximo ano”, relata.

Segundo as informações da Conab, a demanda doméstica para o milho deve aumentar para o próximo ano. “Tanto a venda da boiada como na alimentação precisam estar na lista dos pecuaristas. O mercado do boi deverá registrar altas e o mercado do milho deve seguir firme, tendo em vista que o futuro também está trabalhando com valorizações. O pecuarista deve considerar as possibilidades”, reforça.

Com relação a demanda asiática, as duas primeiras semanas de outubro registraram uma media de 8 mil toneladas por dia. “Isso representa um aumento de mais de 30% na média diária tanto na comparação com o mês anterior como no mesmo período do ano passado. Caso esse ritmo continue devemos ter um volume recorde exportado”, comenta.

Mercado físico

No mercado físico, o cenário positivo continua em função da oferta restrita e não há expectativa de mudança em curto prazo. “Devemos ter preços firmes durante a segunda quinzena do mês. Em São Paulo, as referências estão próximas de 162,50, á vista e livre de funrural e para os animais que atendem as especificações da exportação estão R$ 4,00 a acima”, diz o analista.

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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