Frigoríficos seguem repassando alta do boi e mantendo rentabilidade positiva o que dá fôlego para novas elevações

Publicado em 08/11/2019 11:53 e atualizado em 08/11/2019 15:23
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Entrevista com Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo
Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto

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Entrevista com Gustavo Rezende Machado - Analista da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo

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A expectativa para o próximo ano, é que o valor que a indústria paga para o boi com padrão exportação venha a ser bem mais elevado do que o animal com destino ao mercado interno. No mercado do atacado, a carne bovina registrou um ganho nas referências de 7% frente ao pratico no início do mês.

De acordo com o Analista da Agrifatto, Gustavo Rezende Machado, o mercado do boi gordo segue firme tanto no físico quanto no futuro. “O contrato de Outubro/20 pagou essa semana acima dos R$ 200,00/@ e esse patamar era muito esperado. Esse cenário altista se deve a oferta ainda restrita de animais e também pelo o aumento da participação de compras chinesas”, comenta.

O analista ainda destacou que em conversas com clientes há muita procura por animais neste momento. “Os frigoríficos estão com dificuldade em alongar as escalas de abate e isso gera uma competição neste momento. É isso que está colocando revisões de preços mais altos”, relata.

Para os próximos meses, a tendência é que as referências no mercado físico continuem subindo. Com relação a margens das indústrias, Machado ressalta que os frigoríficos estão conseguindo repassar essas altas para o atacado. “Os preços da carne no atacado avançaram 7% frente ao início do mês e está com a parcial ao redor de R$ 12,32/kg”, afirma.

As ofertas de animais de pasto podem entrar no mercado atrasada em função da irregularidade das precipitações. “Isso é uma possibilidade, pois as chuvas estão começando a se estabilizar de uma maneira mais generalizada. Nós devemos ter no primeiro trimestre do ano a chegada dos animais a pasto  e devemos ter uma oferta mais confortável”, aponta.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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