Mercado Futuro do boi teve mais um dia de paralisação dos negócios por limite de alta

Publicado em 18/11/2019 14:53 e atualizado em 18/11/2019 18:09
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Pecuaristas retraem as vendas diante de um mercado que registra altas significativas num mesmo dia
Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone

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Mercado Futuro do boi tem nova paralisação de negócios por limite de alta atingido

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Na Bolsa Brasileira (B3), as negociações futuras estão paradas em função dos contratos terem atingido um novo limite de alta. No caso do mercado físico, os pecuaristas estão cautelosos para fechar novos contratos devido as valorizações significativas dos últimos dias.

Segundo o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, na semana passada esse fato ocorreu e logo em seguida os preços recuaram na sessão da última quinta-feira. “Todos querem comprar, mas ninguém quer vender. Quando essas movimentações são muito fortes e rápidas a bolsa de valores para e esperar o animo acalmar”, comenta.

Um dos fatores que tem motivado as indústrias a buscaram por animais com mais afinco é a demanda interna que começou a melhorar. “Esse movimento é um primeiro ponto a ser destacado, já que temos uma melhora da economia e a época do ano que estamos com as festas do final de ano”, destaca.

O segundo ponto é o fator externo com as exportações chinesas aquecidas e a questão cambial.“A questão do dólar elevado deixa a carne brasileira competitiva internacionalmente e o apetite chinês que parece não ter fim, na qual está contribuindo para as exportações”, ressalta.

Do lado da oferta, o consultor destaca que é preciso levar em consideração que alguns pecuaristas estão retraindo as vendas diante das altas expressivas no mercado. “Tem uma redução da oferta de animais, mas está sendo agravada com pecuaristas cautelosos para negociar. Por isso, o boi de R$ 200,00/@ já uma realidade no Brasil e está vindo para ficar por um bom tempo”, informa Godoy.

Valor da produção pecuária do Brasil crescerá 7% com impulso da China, diz CNA

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - O Valor Bruto da Produção (VBP) pecuária do Brasil deve alcançar 234,5 bilhões de reais em 2019, um crescimento de 7,2% se comparado ao ano passado, com impulso da demanda da China pelas carnes brasileiras, apontou nesta segunda-feira pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com o surto de peste suína africana (PSA) atingindo plantéis da China desde agosto de 2018, o país asiático tem elevado importações de todas as carnes, como forma de preencher a lacuna deixada pela queda na produção de carne suína.

Isso eleva preços a níveis recordes no Brasil e colabora com o aumento do faturamento pecuário no país.

"O avanço da doença no país asiático, que é o maior consumidor de carne suína do mundo, impactou o cenário global de oferta de alimentos e os preços, principalmente de carne suína e de frango", disse o assessor técnico do Núcleo Econômico da CNA, Paulo André Camuri, em nota.

O estudo da CNA apontou alta de 4% no valor bruto da carne bovina em 2019, para 106,7 bilhões de reais; de 14,1% na de frangos, para 45,9 bilhões; e aumento de 24,7% em suínos, para 17,3 bilhões de reais. O VBP da pecuária ainda é formado pela produção de ovos e leite, sendo que este último registrará aumento de 8,1% no ano, para 54,1 bilhões de reais.

O aumento no valor da produção ocorre em meio a preços recordes das carnes, em meio a fortes exportações brasileiras.

Na última quinta-feira, o preço da arroba do boi gordo manteve a trajetória das últimas semanas e subiu 4,35%, marcando um novo recorde histórico a 199,25 reais, segundo o indicador Esalq/B3, com impulso principalmente da forte demanda de exportação, notadamente da China.

No atacado da Grande São Paulo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço da carcaça bovina renovou máximas históricas na semana passada.

Da mesma forma, os preços do leitão atingiram os maiores patamares nominais de toda a série histórica do centro de estudos da Esalq. O preço da asa de frango teve também, na semana passada, o maior valor da série histórica do Cepea, iniciada em abril de 2004.

VALOR AGRÍCOLA RECUA

Se o valor da pecuária do Brasil está em alta, o mesmo indicador para a produção agrícola está em queda, após uma redução nas safras de soja e café, culturas que também sofreram queda de preços em 2019.

Dessa forma, o VBP do ramo agrícola deve encerrar o ano com queda de 3,8%, alcançando 380 bilhões de reais.

O cenário de redução de 11,1% nos preços do café arábica, somado à queda da produção, devem resultar em queda de 35,5% do VBP do produto em relação ao ano anterior.

O faturamento da soja, principal produto da agropecuária nacional, deve ter recuo de 20 bilhões de reais (-12%), por causa das reduções de 8,8% nos preços e de 3,6% na produção.

Apesar dessas quedas, algumas culturas devem apresentar alta no faturamento, como o milho (+16,8%) e o algodão (+11,9%), cujas safras aumentaram para recordes.

No total, os dados da CNA até outubro mostram que o VBP da agropecuária deve chegar a 614,55 bilhões de reais, um leve aumento de 0,1% frente a 2018.

(Por Roberto Samora)

PIB-Agro: Pecuária mantém em alta PIB do agronegócio em agosto

Por CEPEA

O PIB do Agronegócio brasileiro cresceu 0,73% em agosto, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Diante disso, o aumento no acumulado do ano (de janeiro a agosto) passou a ser de 1,38%.

Pesquisadores do Cepea indicam que, assim como verificado nos meses anteriores, o desempenho positivo no acumulado de 2019 (de janeiro a agosto) está atrelada ao forte crescimento observado para o ramo pecuário, de quase 10%, tendo em vista o resultado negativo, em 1,82%, para o agrícola.

O recuo verificado no ramo agrícola esteve atrelado sobretudo à queda observada dentro da porteira, que, por sua vez, tem tido a renda pressionada por maiores custos de produção e menores preços de importantes culturas, como algodão, café, mandioca, milho e soja. Já a alta no pecuário se deve aos crescimentos registrados para todos os segmentos. Pesquisadores ressaltam, contudo, que o elevado custo de produção também tem marcado a pecuária. Mas, as cadeias do ramo têm se beneficiado da combinação de aumento na quantidade produzida com alta significativa dos preços. 

A elevação nos preços no ramo pecuário, por sua vez, tem sido motivada principalmente pela demanda aquecida por proteína animal no mercado externo, com destaque para o efeito da Peste Suína Africana (PSA).

Suíno: primeira quinzena com mercado valorizado e exportações aquecidas

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A segunda-feira (18) foi marcada pela estabilidade no mercado do suíno CIF e do carcaça especial. De acordo com a Scot Consultoria, a arroba do CIF ficou em R$ 100/R$ 102, enquanto o quilo da carcaça especial permaneceu em R$ 8/R$ 8,20. O órgão informa que nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado, em média, em R$ 102,00 por arroba, alta de 1,0% em sete dias. No atacado, a valorização foi de 1,2% em igual comparação, com a carcaça comercializada, em média, em R$ 8,20 por quilo. 

Os indicadores da cotação do suíno vivo do Cepea/Esalq, referente à última quinta-feira (14) mostraram as principais praças em alta, exceto Minas Gerais, onde o valor permaneceu estável em R$ 5,40. No Paraná houve alta de 0,40% (R$ 5,07), no Rio Grande do Sul, de 0,21% (R$ 4,77), em Santa Caratina, aumento de 0,20% (R$ 4,90), e em São Paulo, de 0,37% (R$ 5,38).

Segundo informações da Scot Consultoria, o mercado de suínos teve valorização na última semana. A primeira quinzena do mês de novembro, junto com o final de semana prolongado, fez os compradores anteciparem seus pedidos, movimentando mais o mercado. Além dos pontos positivos no mercado interno, as exportações seguem em bom ritmo. Outro fator de ânimo para o mercado foi a habilitação de novas plantas frigoríficas no início desta semana para exportação de carne para a China. 

Dados divulgados pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS/Bolsa de Suínos), informam que a nova referência para a Bolsa está entre R$ 110,00/112,00/@ = R$ 5,87 a R$ 5,98/Kg vivo condições bolsa. 
O mercado dá sinais de acompanhar a evolução do boi hoje (18) cotado em R$ 200,00/@, o que representa 55%, ou seja, o preço do suíno está cerca de 55% do valor do boi. A relação média histórica é de no mínimo 60%.

 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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