Boi de R$ 200,00/@ já é uma realidade também em MS, confirma Famasul

Publicado em 19/11/2019 13:13 e atualizado em 19/11/2019 15:56
2976 exibições
Tradicional aumento das exportações no último bimestre do ano pode sustentar cotações e até dar fôlego para novas altas em MS
Frederico Stella - Diretor da Famasul

Podcast

Mercado do Boi Gordo - Entrevista com Frederico Stella - Diretor da Famasul

Download

LOGO nalogo

No estado do Mato Grosso do Sul, os negócios para o boi gordo estão firmes nos patamares dos R$ 200,00/@ e a novilha está cotada próximo de R$ 190,00/@. O aumento nos preços é reflexo da estiagem no estado, a recuperação da economia e o incremento expressivo das exportações.

Segundo o Diretor da Famasul, Frederico Stella, são os pequenos frigoríficos que estão pagando esses atuais patamares de preços. “Os preços balcão para os grandes frigoríficos estão ofertando R$ 190,00/@, por enquanto, mas vão tem que pagar os atuais valores em algum momento”, afirma.

Neste momento, os pecuaristas precisam fazer contas para ter uma boa rentabilidade já que a velocidade das valorizações pode reduzir. “Quem estava esperando a alta vai vender  e pode ser que os frigoríficos completem as escalas de abate para as próximas semanas e dê uma segurada neste aumento que estávamos observando”, comenta.

Com relação ao consumo, a liderança salienta que a demanda do mercado interno está aquecida. “Não está sobrando carne e os frigoríficos não estão conseguindo fazer estoques. O consumidor está pagando por preços mais caros e o excedente não está ficando no mercado interno”, conta a liderança.

Nos dez primeiros meses do ano, o estado registrou um incremento de 40% nas exportações frente aos dados do ano passado. “Fechamos em 149 mil toneladas exportadas até outubro deste ano. No ano anterior, o volume embarcado ficou próximo de 106 mil toneladas”, relata.

A expectativa é que o estado alcance um total exportado de 200 mil toneladas, já que nos dois últimos meses do ano as exportações costumam a aumentar. “Para contrabalancear os problemas do Chile e de Hong Kong, temos a abertura de mercado para a China e Emirado Árabes que acrescentaram mais de 300% as compras em nosso estado”, aponta.

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

0 comentário