Cotações da arroba do boi seguem firmes em SP mas já começam a perder força em outras praças como MS, GO e TO

Publicado em 18/01/2022 12:39 e atualizado em 18/01/2022 14:19 2222 exibições
Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado
Queda das cotações das proteínas alternativas (frango, suíno e ovos) pode ser limitador de alta para a carne bovina

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Entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado sobre o Mercado do Boi Gordo

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As referências para arroba bovina seguem sustentadas no estado de São Paulo, mas em outras localidades os preços já começaram a perder a força. As cotações da arroba do animal comum estão ao redor de R$ 330,00/@, enquanto o gado com padrão exportação está sendo negociado próximo de R$ 350,00/@. 

De acordo com o Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as cotações já começaram a perder força em Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins. “A queda dos preços não impactou no volume de negócios fechados já que os pecuaristas têm condições de manter os animais no pasto por mais tempo”, informou. 

Do lado das exportações, o analista ressalta que os embarques de carne bovina registraram um bom desempenho na segunda semana de janeiro/22. “Os dados apontaram bons volumes embarcados, mas o que chamou a atenção foi o faturamento que foi elevado”, comentou.  

A expectativa para as exportações nas próximas semanas é que siga em um movimento crescente tanto em volume como em receita. “Após o setor sofrer com a ausência da China nos embarques de carne bovina, devemos seguir com um cenário positivo para o ano de 2022”, relatou. 

Já no mercado doméstico, o escoamento começa a mostrar sinais de enfraquecimento com a população descapitalizada neste início do ano. Outro fato que está comprometendo o consumo da carne bovina é a concorrência com as demais proteínas animais. 

“Os preços da carne de frango, suína e ovos tiveram queda ao longo do mês de janeiro. Com isso, a população tem preferido comprar proteínas mais baratas do que a carne bovina que segue com preço em patamares elevados”, concluiu. 

Por:
Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte:
Notícias Agrícolas

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