Produtores iniciam a colheita do café na região de Boa Esperança (MG) e quebra deve ficar ao redor de 15% nesta safra

Publicado em 13/05/2015 12:13
Produtores iniciam a colheita do café na região de Boa Esperança (MG) e quebra deve ficar ao redor de 15% nesta safra. Previsão de chuvas entre os meses de maio e julho já preocupa os cafeicultores, pois pode afetar a qualidade dos grãos. Custos de produção estão próximos de R$ 450,00 a saca e os preços giram em torno de R$ 390,00. Por enquanto, não há sinalização de que o Governo poderá renegociar as dívidas do setor.

Os produtores iniciaram a colheita do café arábica na região de Boa Esperança, MG, porém, a perspectiva é de quebra de 15% na produtividade. Para Manoel Joaquim da Costa, presidente do sindicato rural, o produtor vai ficar no vermelho. “O clima irregular impactou diretamente na lavoura, não só na região de Boa Esperança, como em todo o estado de Minas Gerais”.

Devido ao longo período de seca e a predominância do sol, seguido por chuvas no momento da colheita - nessa semana passando os 45 mm, os cafeicultores sofrem com as perdas na qualidade dos grãos. “O café que está no galho, cai, o café que está muito verde perde qualidade. Com este quadro, a previsão ainda é de muita chuva entre maio e junho”, conta o presidente.

Diante desse cenário, o café manchado, perde cerca de 20% no valor da saca. O custo de produção para as áreas mecanizadas segue em torno de R$ 350,00 a saca. Já os das áreas de montanha, considerados 100% manuais, giram em torno de R$ 450,00 a saca. Os preços do café estão por volta dos R$ 390,00 a saca.

“O cafeicultor deve investir nos grãos de qualidade para começar a equilibrar as contas. Quem puder estocar café e vender posteriormente, poderá ter preços melhores”, indica Joaquim da Costa.

Renegociação de dívidas

Enquanto isso, produtores da região de Boa Esperança, seguem na expectativa de uma renegociação para as dívidas. “Estamos arcando com o prejuízo já há três anos. Em 2014, o produtor perdeu 40% da produtividade devido ao clima irregular”, afirma o presidente.

Há três semanas, cerca de 700 lideranças, entre elas, representantes rurais, sindicais, deputados e produtores, se reuniram para uma audiência pública.

“A ideia era tratar do endividamento do produtor rural, de cana, de leite, de açúcar e de café. Fizemos uma carta endereçada ao governador do estado, ele ficou de marcar uma audiência, mas ainda não tivemos nenhuma resposta. Queremos que a carta chegue até a presidência para recebermos alguma ajuda nas renegociações dessas dívidas”, revela Joaquim da Costa.

Para o presidente, “produtor inicia a colheita do café arábica desanimado, por conta da quebra consolidada na produção e também por falta de posicionamento quanto à renegociação de dívidas”, desabafa.

 

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Por:
Fernanda Custódio//Nandra Bites

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