Colheita do conilon avança no ES mas resultados estão abaixo do esperado com quebras de até 40% em relação à safra passada

Publicado em 20/05/2015 13:09
Colheita do conilon avança no ES mas resultados estão muito abaixo do esperado com quebras podendo chegar a 40% em relação à safra passada
Colheita do café conillon chega aos 40% no Espírito Santo, porém os resultados ficam abaixo do esperado para os produtores. Previsão de queda no rendimento passa 20% e quebra na produtividade atinge os 40% na região.
 
Para Edmilson Calegari, gerente de comercialização da Cooabriel, calcula-se cerca de 400 mil sacas de café a menos do que na safra anterior, vários fatores contribuíram para este cenário. 
 
“Tivemos um período de vento sul muito forte, causando a queda das folhas nos cafezais. Tivemos também a incidência da cochonilha, inseto que atacou as lavouras e derrubou os grãos por sugar a água que contém no café. Em janeiro acontece o período de formação do grão, mas o mês veio acompanhado de uma estiagem que durou mais de cinquenta dias sem chuvas.”
 
Diante desse cenário, as perdas aumentaram. Normalmente são gastos cerca de quatro sacos de café maduro para fazer o beneficiado, este ano estão sendo gastos de cinco a cinco sacos e meio para produzir o mesmo café.
 
Entretanto, o café a ser colhido terá um rendimento melhor, por estarem mais maduros. “No inicio, as quebras foram maiores por causa do percentual maior de grãos verdes nas lavouras. O rendimento não chegou ao normal, ainda estamos gastando bastante, mas acreditamos que o cafeicultor vai reduzir as vendas para cuidar melhor das lavouras para uma perspectiva melhor na próxima safra”, revela Calegari.
 
Enquanto isso, o preço tem se mantido ao produtor em torno de R$ 280,00 a saca do café tipo 7, empatando com os custos de produção que giram em torno dos R$ 270,00 a R$ 280,00 a saca.
 
Porém, o produtor neste momento não consegue segurar o café. Com a oferta maior os preços seguem estabilizados, mas a previsão é de aumento quando a oferta cair. “O preço ideal seria de 350,00 a saca para uma remuneração adequada. Esse ano o café teve preços melhores, mas o máximo foi de R$ 300,00”, conta o gerente.

 

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Por:
Aleksander Horta//Nandra Bites

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1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Quando a Pró-Café divulgou o comparativo entre as safras 14 e 15 achei que ela tinha sido demasiado conservadora na previsão diante do que era relatado pelos produtores aqui no Noticias Agricolas. Pois bem, conferindo os resultados obtidos pela Pró-Café, relatórios encomendados pela CNC por determinação do Sr. Silas Brasileiro e diretoria, pode-se constatar que a produtividade relatada pelo presidente da cooperativa Edmilson Calegari está ainda abaixo da previsão inferior obtida no levantamento Pró-Café.... Ele fala de quebra de 30 a 40% na produtividade e 20% na renda; já a Fundação Pró-Café tem uma estimativa de quebra de 24,62% na produtividade do ES. Muita gente aqui diz que "ozamericanu", os especuladores, são responsáveis pela exploração dos cafeicultores, mas parece que quem está comprando na bacia das almas para revender com lucro prá lá de bom, é mesmo uma empresa brasileira. Bem aqui, no coração do Brasil... A tabela da CNC, Pró-Café pode ser vista aqui - http://sobesa.com.br/relatorio-do-procafe-safra-de-cafe-do-brasil-tera-quebra-entre-5-e-11-em-2015/

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