Rabobank reduz estimativa para produção de café na atual safra e projeta números entre 55 e 57 milhões de sacas

Publicado em 20/02/2018 17:52 e atualizado em 01/03/2018 15:23
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Para os preços a expectativa é de estabilidade nos atuais patamares no primeiro semestre e melhora das cotações na segunda metade do ano com perspectiva de redução na oferta brasileira para 2019 em função do ciclo de safra baixa

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Rabobank reduz estimativa para produção de café na atual safra e projeta números entre 55 e 57 milhões de sacas

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Guilherme Morya, analista do Rabobank, destacou nesta terça-feira (20) ao Notícias Agrícolas que, desde julho de 2017, o mercado do café começou a especular sobre a safra brasileira, uma vez que o país será o principal fornecedor de café para 2018. A expectativa de uma maior oferta começou a tomar conta das movimentações desde quando a chuva veio para os principais pontos produtores - o que, consequentemente, levou os preços para baixo.

Além do Brasil, outros grandes produtores de arábica como a Colômbia e Honduras e a produção de conilon por parte do Vietnã devem ser vetores importantes para um grande volume produzido. A relação oferta-demanda, assim, chega a um patamar que justifica os preços vigentes no mercado. Para que esse cenário fosse revertido a curto prazo, somente se parasse de chover em boa parte das regiões brasileiras, o que Morya não acredita que possa ocorrer.

O Rabobank, que está concluindo um trabalho feito com analistas globais, estima uma safra brasileira de 55 a 57 milhões de sacas, um pouco abaixo das 57 a 59 milhões de sacas que vinham sendo previstas em dezembro. O analista comenta que, na previsão anterior, houve um excesso de otimismo em relação ao café do Espírito Santo e do Sul de Minas.

No que diz respeito às exportações, nas quais o Brasil teve um resultado de 30,7 milhões de sacas em 2017, menor do que a média dos anos anteriores, Morya aponta que o ano de menor safra brasileira e a falta de apetite do produtor diante dos menores preços foram os principais fatores responsáveis pela queda. Contudo, a oferta represada tende a sair agora, "mas nada com muita agressividade" ou que vá causar pressão no mercado.

Ao longo de 2018, não deverá haver nenhuma pressão altista no mercado, até os fundamentos presentes. O analista projeta, entretanto, que uma percepção de safra menor em 2019/20 poderá gerar impacto nos preços de café, "mas nada muito acentuado".

Ao produtor, ele recomenda atenção para as movimentações que o mercado pode proporcionar. Com um ano eleitoral no Brasil, as oscilações também podem se fazer presentes no câmbio. "O produtor tem que ficar muito bem informado para identificar momentos de travar preços de café e de dólar", diz.

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Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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