Café: Baixas ainda são reflexos das altas de 2019 e preços devem voltar a subir de maneira expressiva a partir do 2º semestre

Publicado em 22/01/2020 16:26 e atualizado em 22/01/2020 17:11
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Para analista, durante o primeiro semestre, os preços devem ficar entre 110 e 130 cents/lbp, voltando a subir com a entrada da nova safra
Rodrigo Costa - Diretor de Trading do Grupo do Comexim

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Entrevista com Rodrigo Costa - Diretor de Trading do Grupo do Comexim sobre o Mercado do Café

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O mercado futuro do café segue registrações movimentações técnicas ou baixas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Nesta quarta-feira (22), o Notícias Agrícolas conversou com Rodrigo Costa, Diretor de Trading do Grupo do Comexim, que destacou que as baixas das últimas sessões ainda são reflexos das altas que marcaram o setor no final do ano passado. Para o analista, preços devem voltar a subir a partir do segundo semestre com a entrada da nova safra. 

"Basicamente essa recuperação que tivemos nos preços foi técnica, não teve um fundamento para dar um apoio e sequência, então o mercado tem devolvido uma parcela desses ganhos neste começo de ano", afima. 

Rodrigo destaca ainda que as altas de dezembro não estão sendo mantidas no mercado porque não há fundamentos como clima, quebra de safra ou uma demanda muito maior do que era estimado. "O preço subir 50% num período de tempo tão curto normalmente acontece quando tem alguns desses eventos, como não aconteceu e a gente viu que a movimentação dos participantes foi uma recompra de posição, a gente chama isso de movimentos técnicos", afirma. 

Ele acredita que a partir do segundo semestre, o cenário poderá ser diferente e os preços podem voltar a subir. "Da mesma forma que o mercado antecipou, a gente pode começar a ter uma recuperação no segundo semestre em patamares maiores ou acima do que final do ano" destacou. Ainda de acordo com Rodrigo, os preços devem ficar entre 110 e 130 cents/lbp até, pelo menos, o final deste semestre. 

O analista menciona ainda que os números de exportações do café do Brasil tendem a ser altos em 2020, porém com uma recuperação maior também no segundo semestre. Acredita ainda que o país tem condição de ter uma safra suficiente para abastecer o consumo mundial, que cresce em torno de 2% por ano. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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