Café e Coronavírus: Apenas problemas logísticos impactariam os preços em NY e demanda mundial

Publicado em 27/02/2020 15:02
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Segundo especialista, demanda mundial de café ainda não é afetada diretamente pelo vírus
Haroldo Bonfá - Analista de Mercado e Diretor da Pharos Consultoria

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Entrevista com Haroldo Bonfá - Analista de Mercado e Diretor da Pharos Consultoria sobre o Mercado do café

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Após registrar várias sessões com quedas expressivas, o mercado futuro do café arábica voltou a subir na Bolsa de Nova York mesmo com as demais commodities como milho, trigo e petróleo registrarem quedas ainda em razão do Coronavírus. 

Segundo Haroldo Bonfá, analista da Pharos Consultoria, neste momento o mercado de café segue em alta porque a demanda mundial de café ainda não sente os impactos do Coronavírus que segue registrando casos e mortes fora da China, chamando atenção para os casos na Itália no início desta semana. "A quantidade de mortes e infectados na Itália pressionou muito as bolsas, principalmente nos Estados Unidos e nós estávamos fechados (por conta do Carnaval) e hoje estamos tendo todo o reflexo disso", destaca.

Para o analista, os preços em Nova York só passariam a ser impactados pelo Coronavírus apenas se os problemas com logísticas afetassem diretamente o setor. "O café ao contrário das outras commodities tem outro processo de utilização e isso vai permitir que a gente continue com as exportações e o consumo no Brasil e lá fora", afirma. 

A atual situação preocupa o mercado do café muito mais no horizonte cambial - com o dólar muito forte frente ao real - do que no quesito demanda. Afinal, o comportamento de fortalecimento da moeda americana é alimentado também pela maior aversão ao risco registrada no mercado financeiro mundial.

Haroldo destaca que a falta de café de qualidade é o que vem fazendo com que os preços sejam pressionados em Nova York, gerando as altas no mercado. Apesar disso, o analista destaca que o Brasil tem café para continuar exportando, lembrando que o país bateu recorde de exportação no ano passado. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima

 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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