Café termina semana com baixas motivadas pelo Coronavírus e novas estimativas de safra

Publicado em 06/03/2020 14:36
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Cenário continua sendo de aperto no quesito oferta e demanda; mercado físico brasileiro aproveitou altas para garantir bons negócios
Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes

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Entrevista com Eduardo Carvalhaes - Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes sobre o Mercado do Café

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O mercado do café teve mais uma semana de movimentações expressivas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Novamente, as movimentações foram tanto para altas e quedas que chamaram a atenção de todo o setor. 

Segundo Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, as altas nas sessões de segunda e terça-feira foram motivadas principalmente com o fato dos operadores no exterior entenderem que o café certificado mais barato no momento está na Bolsa de Nova York. "Estava mais barato do que comprar café nas origens e isso direcionou muita gente na Bolsa", afirma. 

Também destaca que as questões do câmbio acabaram influenciaram diretamente nos preços. A partir de quarta-feira, os contratos voltaram a registrar baixas, novamente afetadas pela aversão ao risco pelo Coronavírus. Durante essa semana, mais uma vez o vírus gerou um impacto de baixa em toda a economia mundial e apesar de não ser afetado diretamente (em questões de demanda), o café também acompanhou as baixas.

Eduardo destacou ainda que novas estimativas de safras divulgadas essa semana, que apontam a safra 2020/21 com produtividade de 67 milhões de sacas, também resultaram em uma queda nos preços, tendo em vista que os números indicariam uma sobra de café brasileiro e vai contra a realidade que, segundo Carvalhaes, é de um cenário apertado entre oferta e demanda. 

Veja a análise completa no vídeo acima

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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