Apesar do dólar, cenário ainda é positivo para o café; Colheita do Conilon tem início com possibilidade de quebras na produção

Publicado em 27/04/2020 15:06 e atualizado em 27/04/2020 16:54 1220 exibições
Marcus Magalhães - Diretor Executivo MM Cafés
Analista afirma que colheita do Conilon começa gerando preocupação: Safra estimada entre 11 e 13 milhões de sacas, pode ter quebra expressiva

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Entrevista com Marcus Magalhães - Diretor Executivo MM Cafés sobre o Mercado do Café

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A retomada dos negócios na Bolsa de Nova York (ICE Future US) aconteceu sem grandes variações para os preços no mercado futuro. Após as quedas expressivas na última sessão, a segunda-feira (27) iniciou com movimentações de altas em Nova York, recuou no início da tarde e encerrou o pregão com quedas de até 55 pontos nas principais referências.

Marcus Magalhães - Diretor Executivo MM Cafés, reforça que as quedas da última sessã foram motivadas pelas altas expressivas do dólar, que fechou a sexta-feira com alta valorização, pressionando os preços para baixo, apesar da valorização da moeda americana ser positiva para as exportações. "Fora isso nós fatores aos redores do mercado como um tudo, tirando a pandemia e recessão mundial, isso deixa todo mundo pisando em ovos", destaca. 

O especialista afirma ainda que apesar das baixas e todas as incertezas que atinge o setor financeiro, o cenário para o café do mercado continua sendo positivo. "Hoje especificamente o petróleo lá fora está caindo acima de 20%, mas o café até então está em alta, indicando que passado o efeito emocional do mercado a razão volta a imperar e o café ganha sustentação", comenta. 

Analisa ainda que neste momento de entressafra, era esperaco pelo setor que os preços continuassem registrando expressivas variações de alta em Nova York. No entanto, mais uma vez, a alta do dólar faz com que os preços percam a sustentação dos preços no exterior. "Isso faz com que a gente tenha uma entrada de safra com muitas perguntas e poucas respostas", afirma. 

Colheita 

A colheita do café arábica está prestes a começar nas principais regiões produtoras do país e apesar das incertezas com a mão de obra que chegou a sondar o setor e também pressionou os preços no exterior, Marcus acredita que os trabalhos acontecerão sem maiores problemas, mas destaca que há possibilidade do setor ter problemas pontuais com a logística. 

Já a colheita do Conilon já começou nas principais regiões produtoras do país e gera preocupações, segundo o analista, em algumas regiões do Espírito Santo a quebra de safra pode ser maior do que já era previsto para 2020. Marcus afirma que o café não está rendendo no secado. "Nós estamos precisando de mais café no coco e isso assusta porque tudo o que a gente não precisa neste momento é de uma frustração acima do que esperado pelo mercado", afirma. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima

 

 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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