Café: Aproximação de furacão na América Central, falta de chuvas no Brasil e excesso no Vietnã fazem preço subir mais de 600 pts

Publicado em 16/11/2020 15:44 e atualizado em 16/11/2020 16:16 2516 exibições
Héberson Vilas Boas Sastre - Trader da Minasul
Entrevista com Héberson Vilas Boas Sastre - Trader da Minasul sobre o Mercado do Café

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Entrevista com Héberson Vilas Boas Sastre - Trader da Minasul sobre o Mercado do Café

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Nesta segunda-feira (16) o mercado futuro do café arábica voltou a subir de maneira expressiva na Bolsa de Nova York. Além da seca no Brasil, a aproximação de um furacão nas áreas de produção da América Central também preocupam o setor. Segundo informações internacionais, o furacão IOTA - categoria 5 pode atingir os cafezais em Honduras e na Guatemala. 

Héberson Vilas Boas Sastre, trader da Minasul, destacou a barreira de 114 centavos de dólar por libra-preso rompida durante este pregão, reforçando que os próximos dias para o mercado no curto prazo será relacionado às condições dos cafezais nas principais regiões produtoras de arábica. 

Nas áreas de atuação da Minasul, sul de Minas Gerais, o intenso déficit hídrico segue preocupando o setor, apesar do retorno gradual das chuvas que vem sendo registrado nos últimos dias. "A gente tem sim lavouras boas, mas a maioria delas com certeza foi prejudicada com essa falta de água no solo, com esse calor excessivo", afirma Sastre. Falando em perda, afirma que é preciso aguardar os meses de janeiro e fevereiro para entender o real impacto da seca.

"A gente tem uma situação diferente este ano, que tem parte das lavouras que estão com os chumbinhos no pé, porém estão desfolhadas. Janeiro e feveiro é o período da granação do grão, que também é importante e neste período conseguimos colocar melhor a situação", complementa. 

No Brasil, o mercado físico também vem acompanhando o exterior e sobe em dias de alta para o mercado. Questionado se o mercado ainda tem espaço para valorização, Héberson destaca que ainda há espaço para altas nos próximos dias, acompanhando também as reais condições das lavouras nas principais regiões produtoras de café do mundo. 

Veja a análise completa no vídeo

 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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