Presidente da Minasul explica que projeto de ampliação da malha ferroviária não será custeado pelo Funcafé
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Entrevista com José Marcos Magalhães - Presidente da Cooperativa Minasul sobre a Malha Ferroviária para o Café
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A cooperativa Minasul divulgou na última sexta-feira (23) um projeto de ampliação da malha ferroviária para o café, visando reduzir custo e agilizar o processo de exportação. José Marcos Magalhães - Presidente da Cooperativa Minasul, em entrevista ao Notícias Agrícolas explicou que o investimento, caso aprovado, será feito com recursos privados e não do Funcafé, como sondou o setor no último final de semana.
O presidente destacou que houve um erro de interpretação e que o fundo do Funcafé não é destinado para esse tipo de solução. Segundo ele, o Funcafé conta hoje em dia com o valor destinado às pesquisas de melhorias e divulgação da cafeicultura brasileira. "O CNC vai continuar trabalhando com o intuito de manter sempre uma verba importante para pesquisa e auxiliar nessa divulgação do nosso café lá fora", comenta o presidente.
Para implementar esse projeto logístico, a Minasul está participando juntamente com o Porto Seco e outras entidades, da análise da malha ferroviária mais viável. Ainda segundo José Marcos, há vários investidores privados interessados nesse novo empreendimento, que tem o prazo final de cinco anos para ficar pronto.
Ainda de acordo com o presidente, a ampliação do escoamento da produção por meio do modal ferroviário traria uma redução de até 50% nos custos com a exportação, além da possibilidade de reduzir o custo em até R$ 6,00 por saca de café exportada.
Destaca ainda que apesar do transporte rodoviário ser mais rápido, muitas vezes o desembarque da carga no Porto é mais demorado quando comparado com o transporte ferroviário. Além disso, o projeto avalia as condições de trajeto até o Porto de Santos e também no Rio de Janeiro e em Sepetiba, que "também oferece vantagens, inclusive despesas menores", afirma.
Veja a entrevista completa no vídeo acima
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