Café e amor no combate ao câncer, com Maria Eduarda (Duda) e Luiz Eduardo (Dudu) Gozzoli

Publicado em 15/01/2021 09:19 2854 exibições
Café em Prosa - Podcast
Aos 15 anos, Maria Eduarda Gozzoli (Duda) foi diagnosticada com câncer. Após ser tratada no Boldrini, ela venceu a doença e inspirou seu pai, Luiz Eduardo Gozzoli (Dudu), na criação de uma marca de café.

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Café e amor no combate ao câncer

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O Café em Prosa Podcast inicia sua segunda temporada com uma história especial e inspiradora. Para este episódio trazemos a história da Maria Eduarda Gozzoli, também conhecida como Duda, que foi diagnosticada com câncer aos 15 anos de idade.

Ela foi tratada no Hospital Boldrini, uma instituição que é referência no combate ao câncer infanto-juvenil e que está localizada na cidade de Campinas/SP. Duda venceu a doença e inspirou seu pai, Luiz Eduardo Gozzoli, na criação do Café Tennessee, também conhecido como Café do Amor.

Segundo Luiz Eduardo, também conhecido como Dudu, a criação da marca foi uma forma de agradecer ao tratamento realizado no Boldrini, além de ser uma marca de café que levará uma mensagem de amor e esperança a todas as pessoas que estejam passando por situação semelhante.

 

Este é o “Café em Prosa Podcast”, o primeiro podcast raiz do site Notícias Agrícolas e inteiramente dedicado ao setor de cafés especiais. Passarão por aqui especialistas, baristas, empreendedores, produtores e amantes do bom e velho café. Em conversas descontraídas, essas pessoas contarão suas histórias e trarão suas ligações com essa bebida que é uma das mais apreciadas no mundo todo. Então pegue sua xícara quentinha e venha nessa jornada com a gente!

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café do amor

Arregaçar as mangas e literalmente produzir em prol de uma causa maior. Foi desta maneira que Luiz Eduardo Gozzoli, de 45 anos, decidiu retribuir o trabalho com sua filha feito por médicos, enfermeiros e demais colaboradores do Centro Infantil Boldrini, referência na América no tratamento do câncer e doenças do sangue da criança e do adolescente. Nascido em Espírito Santo do Pinhal, cidade produtora de café, Dudu, como é conhecido, resolveu criar a marca Tennessee Coffee e destinar parte do faturamento bruto para o Boldrini.

Dudu trabalha há anos no ramo automotivo e viu sua vida mudar radicalmente em 2017. “Aos 14 anos, minha filha foi diagnosticada com câncer. Nosso mundo caiu. Ela foi se tratar no Boldrini e vimos de perto a dedicação de todos no hospital. No ano seguinte, ela precisou passar por um transplante e vivemos momentos de muita tensão e sofrimento. A operação foi um sucesso e acompanhamos o renascimento da nossa filha. A possibilidade de ver minha filha partir, me fez perceber que dinheiro nenhum no mundo compra a felicidade de tê-la conosco”, conta o empresário.

Passar por toda essa experiência mudou a vida da família. Viu que podia e precisava fazer mais para ajudar na luta contra o câncer da criança e do adolescente. “Comecei a pensar no que poderia fazer de efetivo e não apenas em uma campanha. Como sou da terra rodeada por café e tenho muitos amigos do segmento, pensei em criar uma marca de café, cujo lucro fosse para o Boldrini. Em 2017, comecei a desenhar, projetar e ir atrás das licenças para a marca Tennessee, e no ano seguinte, ela começou a existir”, conta.

Segundo Dudu, que agora também é empresário, o café é uma bebida nacionalmente amada, desfrutada em todos os tipos de momento. “O Tennessee Coffee existe única e exclusivamente por causa do Boldrini, tanto que o slogan é “o café com aroma de amor”. Tive muita ajuda de voluntários, inclusive, para o projeto sair do papel e virar realidade. Em quase quatro meses de produção, já foram embaladas de duas a três toneladas compradas de produtores rurais, com a classificação determinada, industrializadas e embaladas”, conta.

O sonho de Dudu para o Tennessee Coffee é grande. Hoje o café arábico pode ser encontrado em duas versões: torrado e moído (500g) ou torrado em grãos (1 quilo), mas os planos são, além de exportar (todos os selos já foram conseguidos), produzir outros nove produtos. 

Para o desenvolvimento da embalagem e de toda a campanha do café, a escolha não poderia ter sido melhor: a filha Duda estampa as peças e ainda escreve o texto que explica o produto. “Uma história de amor em cada xícara. O Tennessee Coffee nasceu de uma história de muito amor vivido no Hospital do Câncer Infantil Boldrini. Em pequenas doses você ajuda essa instituição que chamamos de casa”, define Duda hoje com 17 anos.

Sobre a escolha do nome, Dudu explica que é porque é o Tennessee, nos Estados Unidos, é um centro de referência no tratamento do câncer e um nome que pode ser mantido em diferentes países e línguas.

Pais e Duda levam à Dra. Silvia Brandalise Tennessee Coffee, que reverterá renda ao hospital.

O que o empresário não sabia era da história de Dra Silvia Brandalise, fundadora, médica e pesquisadora do Boldrini, tem com o Estado e a sua importância para a carreira na oncologia pediátrica. “Em 1977 estive no St Jude Children’s Research Hospital, centro especializado em oncohematologia pediátrica, localizado na cidade de Memphis (Tennessee).  Me surpreendi com o grande número de crianças portadoras de câncer ali tratadas, e com resultados surpreendentes de cura, comparativamente aos baixos resultados de cura obtidos no Brasil. Foi nesta ocasião que o médico brasileiro Dr Rhomes Amin Aur, radicado há muito tempo nos Estados Unidos, me entregou o Protocolo VIII do St Jude para tratamento da Leucemia Linfoide aguda (LLA), câncer mais comum na pediatria.  Em 25 de janeiro de 1978, foi então fundado o Centro Infantil Boldrini, que se inspirou nos protocolos do St Jude para o inicio e desenvolvimento da área da oncohematologia pediátrica no Brasil. Nestas quatro décadas, saímos de taxas de cura para a LLA pediátrica, de menos de 5%  para níveis de 80-85% hoje obtidos.  Tennessee representa o pano de fundo do nascimento do Boldrini”, conta Dra. Silvia Brandalise. 

Futuro

Hoje o café é comercializado pelo site www.cafedoamor.com.br, mas o empresário afirma que quer chegar aos grandes centros, mercados e lojas. “Temos condições de atender a todos, oferecendo uma linha especial, que ainda faz o bem. Queremos ver revendedores, conversar com empresas, porque o nosso lucro não vai para nós, vai para o Boldrini, uma causa muito maior. Então, é oferecer preço, qualidade e amor”, explica. 

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Por:
Ericson Cunha e Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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