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Matiello alerta: Aumenta ataque de lagarta no parque cafeeiro, facilitando a entrada de doenças

Publicado em 17/05/2021 16:31 e atualizado em 18/05/2021 09:23 1499 exibições
José Braz Matiello - Engenheiro Agrônomo Fundação Procafé
O ataque de lagartas em folhas de cafeeiros, que no passado ocorria de forma eventual, vem se tornando um mal permanente, exigindo acompanhamento e controle

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Entrevista com José Braz Matiello - Engenheiro Agrônomo Fundação Procafé sobre o Ataques de Lagartas em Folhas de Cafeeiros

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O ataque de lagartas em folhas de cafeeiros, que no passado ocorria de forma eventual, vem se tornando um mal permanente, exigindo acompanhamento e controle. As lagartas são as formas jovens (larvas) de borboletas ou de mariposas, que comem as folhas pelas margens ou pelo centro, e destroem, parcial ou totalmente, o limbo das folhas, reduzindo a área foliar da planta. Nas áreas atacadas, podem ser observadas as lagartas, muitas delas só à noite, e a presença de suas fezes.

Diversas espécies de lagartas já foram constatadas causando danos em folhas de cafeeiros, citando-se, como as principais, as do gênero Oxidia, ou lagarta mede palmo, as do gênero Automeris, ou taturana verde, e a lagarta do gênero Eacles, ou mariposa amarela. Outros gêneros menos comuns são Podalia, Lonomia, Dalcera, Perigonia e Megalopyge.

Talvez por algum desequilíbrio que deve estar ocorrendo, sendo o mais provável pelo uso de alguns inseticidas para o controle de broca e de bicho mineiros, o ataque de lagartas mede palmos, do gênero Oxidia, se encontra generalizado, estando presente em diferentes níveis de danos na maioria das lavouras cafeeiras. Suspeita-se, em algumas áreas, que o excesso de nitrogênio também possa desequilibrar.

Embora, em muitos casos, os ataques das lagartas em si causem menores danos econômicos na lavoura, o problema é seu efeito indireto, facilitando a entrada das doenças. Tem sido observado em campo, com grande frequência, que o ataque de lagartas na folhagem se constitui num dos fatores que favorecem o ataque de Phoma-Ascochyta e Pseudomonas. Isto por que os furos e ferimentos feitos pelas lagartas abrem caminho para a penetração dos fungos/bactérias. Por isso, é conveniente, nas áreas propícias a Phoma-Ascochyta ou Pseudomonas, associar o controle das doenças ao também controle das lagartas.

As lagartas possuem muitos inimigos naturais: os pássaros, as vespas, as moscas, etc. Por isso que desequilíbrios por inseticidas favorecem o ataque das lagartas, pois afetam os inimigos naturais. Quando necessário, para reduzir a população de lagartas, pode-se efetuar o controle químico através de pulverizações com inseticidas a base de piretróides, de triclorfom, metomil, Bacillus thurigiensis e de alguns inseticidas usuais para controle de bicho mineiro, como Clorantreniprole, Ciantroliniprole, Spinosade e Metoxifenozida + Espinetofuran.

Normalmente os inseticidas funcionam bem sobre as lagartas ainda jovens. Dependendo do modo de ação do inseticida ou da combinação entre eles, especialmente para lagartas que se alimentam à noite, as pulverizações noturnas são mais adequadas. Outro cuidado é que sempre que se usar piretróides é indicado combinar um acaricida, pois eles costumam desequilibrar para ácaros.

 

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Folhas de cafeeiros com estragos por lagartas: dilacerações e furos no limbo foliar
 

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Principais tipos de lagartas que atacam cafeeiros


 

 

 

 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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