Café: Apesar de fundamentos sólidos, próximos 6 meses serão de muitos desafios para quem produz, compra e exporta, avalia analista

Publicado em 24/09/2021 15:44 e atualizado em 24/09/2021 17:58 2403 exibições
Marcus Magalhães - Diretor Executivo MM Cafés
Segundo Marcus Magalhães, necessidade de importação não é pauta neste momento, mas cenário para cafeicultura mundial segue muito incerto e desafiador

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Entrevista com Marcus Magalhães - Diretor Executivo MM Cafés sobre o Mercado do Café

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O mercado futuro do café arábica teve uma semana de valorização na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os últimos dias foram marcados pelos números da Conab, previsão de chuva e preocupação com a logística e oferta global de café. 
 

Dezembro/21 teve alta de 375 pontos, valendo 194,35 cents/lbp, março/22 subiu 375 pontos, cotado a 197,15 cents/lbp, maio/22 subiu 370 pontos, valendo 198,20 cents/lbp julho/22 teve valorização de 355 pontos, valendo 198,65 cents/lbp. No acumulado semanal, o contrato referência, dezembro/21 avançou 6,43%. Só nos últimos dois dias, as cotações registraram mais de mil pontos de valorização. 

De acordo com Marcus Magalhães, diretor executivo da MM cafés, o mercado de café como todo um segue com muitas variáveis, e apesar do cenário ser de preços firmes para o café, os próximos seis meses serão desafiadores para o mercado de café. Sobretudo com o mercado de olho no Brasil, que aguarda o retorno das chuvas para saber o tamanho do impacto da seca prolongada e das geadas. 

A condição é de aperto nos estoques, consequência da produção 21 ter sido ainda mais baixa do que era esperado anteriormente, já consequência das adversidades climáticas. Segundo a Conab, a quebra neste ano é de 25% em comparação ao ciclo anterior. 

Além disso, Marcus comentou mais uma vez sobre os impasses logísticos que parecem estar longe do fim. Os embarques do mês de agosto já foram mais baixos, de acordo com dados do Cecafé, e a tendência que os problemas e redução ainda mais expressiva continuem sendo observadas no longo prazo. O problema logístico que assola todo o setor deve o consumo dos estoques lá fora, dando ainda mais suporte de alta para os preços. 

Para o produtor, no entanto, o momento é de cautela. O especialista reforça, mais uma vez, que a crise hídrica também começa afetar os produtores de conilon no Espírito Santo, que têm irrigação, mas que aguardam as chuvas das próximas semanas. Além do retorno da chuva, Marcus destaca a necessidade da continuidade das precipitações nos próximos meses. 

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Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também teve uma semana de valorização. Novembro/21 teve alta de US$ 2 por tonelada, valendo US$ 2148, janeiro/22 registrou alta de US$ 10 por tonelada, cotado por US$ 2129, março/22 teve alta de US$ 12 por tonelada, valendo US$ 2078 e maio/22 teve valorização de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 2056.

No acumulado semanal, o contrato referência, novembro/21 recuou 0,19% na Bolsa de Londres. As atenções seguem voltadas para o Vietnã, maior produtor do grão, que enfrenta problemas logísticos desde março deste ano. 

"O conilon tem o apoio da preocupação com o fornecimento do Vietnã, o maior produtor mundial de conilon. A falta de contêineres para embarcar o café do Vietnã prejudicará as exportações em um futuro próximo e os preços aumentam", complementa a análise do site internacional Barchart. 

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No Brasil, a sexta-feira (24) também foi marcada por valorização nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,73% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.127,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 2,33%, valendo R$ 1.100,00, Varginha/MG teve alta de 1,79%, valendo R$ 1.140,00, Campos Gerais/MG subiu 1,81%, valendo R$ 1.122,00 e Franca/SP teve alta de 2,68%, negociado por R$ 1.150,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 2,92% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.200,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 2,88%, valendo R$ 1.250,00, Varginha/MG teve alta de 1,72%, valendo R$ 1.180,00 e Campos Gerais/MG teve valorização de 1,72%, valendo R$ 1.182,00.

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