Fenômeno La Niña estará totalmente configurado somente na safra de verão 2017/18

Publicado em 20/12/2016 13:42 e atualizado em 20/12/2016 17:37
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Chuvas para o centro norte do país e irregularidade para parte sul marcarão próxima safra de verão. Milho safrinha em 2017 terá boas condições
Confira a entrevista do climatologista Luiz Carlos Molion

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Confira a entrevista do climatologista Luiz Carlos Molion

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o climatologista Luis Carlos Molion fez um balanço do clima em 2016 e também falou sobre as expectativas para os próximos anos, indicando uma tendência de continuidade do La Niña até 2019.

Com o El Niño, houve uma redução significativa de chuvas em todo o Brasil, com exceção do sul do país. No entanto, o climatologista lembra que o acúmulo de déficit de chuvas vem desde o ano de 2012, quando houve redução de volumes pluviométricos para todo o leste do Brasil e para a região de Rondônia.

No ano de 2013, o quadro foi continuado, embora não tão intenso. Em 2014, toda a parte leste voltou a ter reduções significativas e, em 2015, esse quadro aumentou mais ainda. O El Niño se dissipou entre maio e junho de 2016, mas as características deficitárias, segundo Molion, persistiram.

O atual momento é de formação do La Niña ( resfriamento das águas do Pacífico) . O climatologista apresenta uma tendência de continuidade do La Niña, embora alguns dados mostrem um declínio do fenômeno para os próximos meses, apontando para um clima neutro a partir de fevereiro. No entanto, pelo histórico de similaridade com os anos de 1997-2001, ele demonstra que o fenômeno deve continuar influenciando no clima.

Molion lembra que os anos de 1997 e 1998 tiveram o El Niño mais forte do século passado. Embora não na mesma intensidade, ele acredita que as águas do Oceano Pacífico ficarão mais frias em 2016 e que, por essa similaridade, permaneçam assim até o ano de 2019.

Para o plantio, ele lembra também que muitos produtores que arriscaram fazer suas produções antes de se estabelecer o padrão de chuvas, que começou a partir da segunda quinzena de novembro, tiveram que replantar. No entanto, ele diz ainda que, no passado, o país enfrentou secas muito mais severas.

"Se a gente for olhar os históricos, tivemos secas muito mais severas no passado", diz Molion. Ele aponta o final da década de 1920 até o ano de 1938 como um dos períodos mais críticos, além de uma seca que assolou o Sudeste do país em 1963.

No entanto, o agronegócio ainda era uma cultura de pequena escala nessa época. A seca de 2016, para ele, não é severa, embora a deficiência de chuva venha se acumulando desde 2012. "Mas hoje, uma seca que não é tão severa tem um impacto econômico muito maior", observa.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Fábio Gianluppi Pejuçara - RS

    O La niña estava programado para esta safra. Agora já estão falando safra 2017/2018. Fato é que nosso país, como em todos os demais ramos, não temos estrutura, equipamentos para que se faça uma projeção de tempo para nossas lavouras. Assim, se falam muitas coisas e se ouvem muitas coisas. Cabe a cada um de nós filtrarmos as informações.

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  • Mauricio Vieira Cascavel - PR

    Aqui na minha região - Cascavel, Oeste do PR -, está frio e chove. Ou seja, estamos diante de uma La Nina CHUVOSO??!!. Como explicar isso?

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    • marcelo mussulini mariópolis - PR

      esses meteorologista sabem é nada...

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    • Heber Marim Katuete - PY - PI

      Companheiro Maurício... Estou a aprox 200 km de

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    • marcelo mussulini mariópolis - PR

      Mariópolis- PR a chuva não da trégua...chovendo 100%...

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    • Heber Marim Katuete - PY - PI

      Distância... Na nossa região tivemos 4 ondas de frio com quase geadas... As plantas cresceram mais que no ano passado que choveu muito e teve um calor muito maior que esse ano...

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    • beto palotina - PR

      Uma hora fala la nina outra hr el nino tudo perdido

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      Tem muita gente que não sabe nada. No caso das previsões seria impossível competir com Deus , que é quem nos guia. O Meteorologista com suas técnicas , conhecimentos e equipamentos , procuram nós auxiliar , ninguém irá superar a capacidade de Deus.

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    • Antonio Nascimento campo mourão - PR

      As previsões já foram bem piores

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    • Antonio Nascimento campo mourão - PR

      Enquanto os american os tem milhares de estacoes meteorológicas nos temos centenas e próximas umas d as outras Nossa meteorologia faz milagres .O professor esta certo esse mundão de agua não esfria ou esquenta de uma pra outra.A grande BOLA gira a sua maneira e não a nossa.

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    • Alcindo Pastore Palotina - PR

      Um bom comentário para esse assunto de previsão do tempo e clima na região Oeste do Paraná é: " SEM COMENTÁRIOS " !!!

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